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Personagem

Aquilo

Apelidos: Ruler of the Sea · Sea Dragon · Sea God · Evil Dragon of the Eastern Seas

Tipo
Dragão marinho (clã azul)
Pais
Surmidon e Asofo
Elemento
Água e gelo
Idade
Mais de 1000 anos
Tamanho (dragão)
Mais de 50 metros
Título
Soberana do Mar, Deus do Mar

Descrição

Aquilo é uma dragão marinha do clã azul, 'filha de Surmidon e Asofo,' e um dos poderes mais temíveis do mundo. Ela tem mais de mil anos, embora seja jovem para os padrões dos dragões: o antigo dragão de areia Pustynio a chama de 'garota levada' e a trata com carinho como se fosse sua neta. Em forma humana, é uma sedutora de cabelos azuis com olhos luminescentes e brilhantes e dois pequenos chifres; em forma de dragão, um corpo sem asas coberto de escamas azuis com mais de cinquenta metros de comprimento, maior do que os dragões terrestres. Os dragões marinhos abriram mão de suas asas para viver no oceano e são praticamente invencíveis nas profundezas.

Os piratas do Arquipélago a veneram como uma Deusa do Mar: os quatro 'reis piratas' são meros súditos dela, e um 'Festival da Deusa do Mar' é celebrado em sua honra há meio século. Os marinheiros temem até pronunciar seu nome — há século e meio ela acordou de seu sono e destruiu a frota do Reino de Soldun, e seu histórico inclui portos destruídos e navios afundados. É chamada de 'Dragão Maligno dos Mares do Leste,' um nome que faz crianças chorarem e as mãos dos pescadores tremerem. Malvada ela realmente é — deleita-se no tormento dos mortais — o que torna sua genuína bondade para com Theodore ainda mais marcante.

Theodore a conhece quando ele e Randolph ficam presos no Arquipélago Pirata, seu domínio. A princípio ela é predatória: o testa com um jato de água comprimida que atravessa um teto de pedra, o entorpece com fumaça narcótica e tenta seduzi-lo para contrariar Ellenoa e Veronica, cujos aromas ela detecta nele. Mithra afasta sua mão e Theodore recusa firmemente. O ponto de virada chega quando o grimório do pecado Superbia (Orgulho) ataca a dragão: Theodore e Randolph ficam ao lado dela, Theodore invoca Fafnir, que aniquila o inimigo em sete segundos — a primeira vez em mil anos que humanos a salvam.

Em gratidão, Aquilo concede três desejos e marca Theodore com um sinal de seu sangue — um 'tesouro' que une seus destinos: caso o vínculo se tornasse hostil, a marca se autodestruiria. A marca concede a Bênção da Dragão do Mar, o direito de invocar a adulta Aquilo (equivalente a dois ou três mestres de espada) e um caminho para as Palavras do Dragão. Fundida com o Anel de Muspelheim por meio da Arte do Onmyōdō, forma os lendários Yin e Yang Artificiais: sua mão direita a tempestade gelada de Aquilo, sua mão esquerda a chama de Muspelheim. Seu sangue se torna um dos quatro elementos de Theodore ao lado da terra de Mithra, o fogo de Muspelheim e o vento.

Caprichosa, orgulhosa e sensual, ela o chama de 'garoto' e planeja uma sedução lenta para superar suas rivais — apenas para ser recusada repetidas vezes. Depois que ele cura um ferimento mortal dela, ela confessa pela primeira vez: 'Garoto, eu te amo.' Na Era da Paz, Aquilo encontra as ruínas de Atlantis no fundo do mar, e junto com Theodore, que carrega a divindade de Poseidon, eles atravessam o lugar e libertam misericordiosamente a enlouquecida Medusa de seu tormento. Presa ali por duas semanas, uma trêmula Aquilo confessa que teme morrer sozinha como Medusa: ela não tem ninguém para compartilhar a eternidade a não ser ele, e esperará mil anos se precisar. Theodore aceita.

Poderes

Aquilo domina a água e o frio: congela o mar até o horizonte, levanta tsunamis por colisão e golpeia com Sopro de Água, um jato de altíssima pressão mais afiado que qualquer lâmina, capaz de partir rochedos. Em forma humana dispara dezenas de projéteis-gota de água mais rápidos que as flechas de Titania, e com Desidratação seca o corpo de um inimigo até a morte instantânea. Seu Medo do Dragão paralisa e submete multidões, e as Palavras do Dragão — a língua com que os dragões comandam as leis da natureza — comprimem volumes inteiros de conhecimento em poucas sílabas. Nas profundezas é cinco vezes mais forte que na superfície e quase invencível — um dragão adulto vale por dois ou três mestres da espada.

Sua fraqueza é sua forma humana, na qual é vulnerável (quase morreu pelas mãos do príncipe do vento Hodai), e a longa invocação: mesmo Theodore precisa de quase uma hora para prepará-la. Sem asas, mantém-se no ar controlando a umidade, e chega a qualquer parte do mundo ao longo das ondas do mar.

A marca de sangue de Aquilo concede a Theodore a Bênção do Dragão Marinho (um forte aumento de afinidade com a água e velocidade no mar), o direito de invocar o dragão, o acesso às Palavras do Dragão (três vezes ao dia) e uma forte resistência mágica; se seu vínculo se tornar hostil, a marca se autodestrói. Fundida com o Anel de Muspelheim, forma o Yin e Yang Artificial: sua mão direita, a tempestade gélida de Aquilo; sua esquerda, a chama de Muspelheim.

História

Durante mil anos Aquilo governou os mares orientais a partir de seu domínio — o Arquipélago dos Piratas, cercado por sua fronteira de névoa — recolhendo tributo em troca de proteção. Aqui ficam encalhados Theodore e Randolph. Após uma «apresentação» predadora — um teste letal e uma sedução frustrada que Mithra interrompe — o dragão é atacado por Superbia. Theodore e Randolph lutam ao seu lado; Fafnir destrói o grimório, e Aquilo, tendo escapado duas vezes da morte num dia, é salva por humanos pela primeira vez na vida. A dívida de honra ela paga com três desejos e a marca de sangue, depois dissolve a bênção do Arquipélago e parte.

Desde então, Aquilo retorna a Theodore de tempos em tempos, acode ao seu chamado nas grandes batalhas e discute sem fim com Veronica do clã vermelho. Aos poucos, seu interesse predador se torna amor: quando Theodore a chama de gentil, ela fica petrificada de surpresa, e depois de ele curar uma ferida grave, confessa-se a ele sem rodeios. Por anos se encarrega dos mares de Theodore — endireitando, por exemplo, as vias fluviais e os rios de Austin.

Na Era de Paz, cinco anos após a guerra, ela o chama — não mais «garoto» mas «querido» — a umas ruínas que encontrou no fundo do mar: Atlantis, um refúgio para os deuses que não marcharam ao Ragnarök. Ali combatem falsos deuses e encontram Medusa, enlouquecida por mil anos de solidão, a quem Theodore mata piedosamente com um Tridente de Poseidon reconstruído. Trancados por duas semanas, se aproximam, e Aquilo lhe confessa seu amor; no fim é uma de suas esposas, a quem ele acode num raro dia de folga para partilhar uma taça de vinho num penhasco sobre o mar.

Relações

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atualizado em 28 de junho de 2026