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Lord of the Mysteries · Capítulo 507

Capítulo 505: O Grupo Pirata Caveira Vermelha (Pedido de Votos Mensais)

22 de maio de 2019 · 5 min de leitura · 990 palavras

Um Ser extraordinário ter permissão para deixar a frota? Sem necessidade de Danitz explicar em detalhes, Klein entendeu facilmente por que ele achava estranho.

No Esquadrão Noturno, mesmo os meros funcionários administrativos estavam sujeitos a restrições rigorosas. A renúncia normal exigia assinar um acordo de confidencialidade vitalício, não podiam sair da jurisdição original do esquadrão sem aprovação, e se obtivessem permissão para se mudar para outra cidade, precisavam se registrar na igreja local da Noite na primeira oportunidade.

Dessa regulamentação se via a atitude oficial em relação ao sobrenatural e assuntos correlatos. Um Ser extraordinário que tivesse bebido uma poção não podia se desligar tão facilmente da organização.

Klein lembrava claramente que a senhorita «Justiça» tinha maneiras de se tornar um Ser extraordinário desde cedo, mas não queria tentar, a razão que deu foi não querer perder a liberdade.

Pensamentos semelhantes giraram em sua mente, mas não se transformaram em palavras, porque o educado mas frio Germann Sparrow não se interessaria por tais rumores.

— E daí? — perguntou Klein, olhando para os talheres na mesa, calmamente.

Sabe conversar? «Chamas» Danitz respirou fundo em silêncio, forçou um sorriso e disse: — Haha, só acho estranho. Todos suspeitamos que ele se juntou à Inteligência Militar Seção 9, monitorando a rota como capitão.

Possível... Klein pegou o copo de água e deu um gole.

Os pratos que pediu começaram a chegar um após o outro. O restaurante também ofereceu duas taças de vinho doce, borbulhante, dourado pálido como aperitivo.

Klein parou de falar e se concentrou em apreciar a comida, sentindo que era realmente muito melhor que o restaurante de segunda classe.

O som do violino ecoava, o leve contato entre talheres e louça ocorria intermitentemente, o mar azul e aberto lá fora ondulava silenciosamente, tudo parecia tão belo.

Quando Klein chegou à sobremesa, um tripulante entrou correndo, indo em direção à mesa de Erlan.

— Capitão, há um navio pirata! — ele não escondeu a voz.

A maioria dos passageiros se assustou e parou de comer.

Klein ergueu os olhos, escuros e frios, para Danitz à sua frente.

«Chamas» Danitz congelou por um segundo, sorriso amargo no rosto, e baixou a voz: — E se eu disser que não tenho nada a ver com isso, você acreditaria?

Klein relaxou as pálpebras que quase se contraíram de tanto atuar, curvou lentamente os lábios e disse: — Adivinha.

Adivinha, filho da puta! Danitz ficou furioso, quase soltando um xingamento.

Manteve o sorriso e disse: — Sua sabedoria é suficiente para julgar tudo.

Enquanto isso, Erlan rapidamente entendeu a situação, levantou-se e disse aos passageiros da primeira classe, um tanto nervosos: — É apenas um navio pirata, temos capacidade suficiente para lidar com ele.

— Senhoras e senhores, por favor, retornem aos seus quartos de forma ordenada e aguardem boas notícias. Acreditem em mim, os ferimentos causados pelo caos superam em muito os de um ataque pirata. Não quero que depois hajam rumores de que nosso Ágata Branca conseguiu repelir os piratas, mas cinco, seis, sete ou oito passageiros se machucaram caindo.

Sob sua organização, com a manutenção da ordem pela tripulação, e outros saíram da sala de jantar um após outro e retornaram aos seus camarotes, incluindo Klein e «Chamas» Danitz.

— Pensei que você assumiria temporariamente o controle do Ágata Branca e tentaria evitar qualquer dano ao navio — disse Danitz, enquanto fechava a porta do camarote 312, com atitude de espectador.

Conseguir lançar uma oferta tão rápido ao encontrar um candidato adequado, discutindo planos e benefícios, mostrava que ele era, por natureza, um contramestre extrovertido e falante.

Klein olhou para ele, caminhou até a janela e observou o exterior, vendo um grande navio com uma bandeira de caveira vermelha vindo do lugar onde o mar e o céu se misturavam. Tinha chaminés e velas.

— Conhece eles? — perguntou Klein, com as mãos nos bolsos, atrás do vidro grosso.

Danitz posicionou-se na diagonal atrás dele, observou por dois segundos e disse: — Grupo Pirata Caveira Vermelha, uma força de médio a pequeno porte.

— O capitão é «Lobo Marinho» Johnson, recompensa de 900 libras; o imediato é «Caolho» Anderson, recompensa de 500 libras.

No mundo pirata, a recompensa era uma referência importante de identidade e status.

Considerando que ainda não tinha boa mobilidade subaquática, e permitir que os piratas abordassem facilmente causaria baixas entre inocentes, Klein ficou em silêncio por alguns segundos e disse: — Eles conhecem você?

— Claro! — Danitz esticou as costas instantaneamente. — Eles têm direito de participar de reuniões piratas, já levei chutes no traseiro deles.

Não é à toa que é um pirata famoso de 3000 libras... Klein, sem mudar a expressão, perguntou novamente: — Eles têm telescópios?

— É um item necessário. Mesmo controlando o navio, haverá marinheiros no cesto de gávea observando com telescópios para prevenir ataques surpresa — respondeu Danitz com desdém oculto.

Ele descobriu que esse tipo perigoso era um aventureiro recém-surgido, e provavelmente era a primeira vez no mar.

Era um famoso caçador de recompensas antes? Ou membro de uma organização secreta? Danitz adivinhou subconscientemente o passado de Germann Sparrow.

— Nesses momentos, o capitão e o imediato usariam telescópios para nos observar aqui? — Klein queria usar as 900 e 500 libras como apelidos, mas pensou que seria um pouco desrespeitoso.

— Com certeza. Eles devem sempre conhecer a situação do alvo do saque — respondeu Danitz com leve confusão.

Ele não entendia qual era o propósito de Germann Sparrow com essas perguntas. Segundo seu pensamento, se tivesse uma força como a dele, sem dúvida deixaria os Piratas Caveira Vermelha se aproximarem, encontraria uma oportunidade de abordar o navio deles e matá-los a todos.

Klein virou a cabeça, olhou para Danitz, e revelou um sorriso gentil e caloroso: — Está bem.

O que você está tentando fazer? Não sorria assim! Danitz de repente entrou em pânico, reunindo coragem para resistir.

— Tire sua peruca — disse Klein calmamente.

Fim do capítulo 507