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Lord of the Mysteries · Capítulo 234

Capítulo 233: O Bar do Valente

17 de janeiro de 2020 · 6 min de leitura · 1.188 palavras

Quem? Por que saberiam que eu comprei a fórmula do "Marechal"? As pupilas verde-musgo de Xiu se contraíram. Olhou ao redor espantada, mas não detectou nenhum olhar suspeito.

Segundo o Sr. A, as transações aqui seriam seguras e discretas... No fim das contas, Xiu não conseguiu evitar lançar um olhar para a poltrona solitária. O Sr. A, com os traços do rosto escondidos pela sombra do capuz, continuava observando calmamente os demais, sem demonstrar qualquer anormalidade.

Ela deu uma cotovelada suave em Fors e perguntou baixinho:

— Devo ir ou não?

Fors pegou o bilhete, lançou um olhar e respondeu sem hesitação:

— Vai. Pelo menos o Sr. A está de olho agora, ninguém se atreveria a fazer algo contra você. Pode aproveitar para descobrir qual é o objetivo real dele. Quem sabe se não consegue mesmo os materiais de poção que precisa?

— Faz sentido...

Xiu era uma pessoa de natureza prática. Assentiu imediatamente para o garçom, seguiu-o novamente até a entrada do gabinete e vestiu o longo casaco com capuz.

Esse capuz cobre todo o meu rosto, quase não consigo ver o caminho à frente... Xiu ajustou o capuz, abriu a porta e entrou, avistando um homem de fraque preto sentado atrás da mesa.

O homem usava uma máscara dourada no rosto, deixando expostos os olhos, as narinas, a boca e as bochechas, impossibilitando qualquer imaginação sobre sua aparência real.

Os olhos castanho-claros por trás da máscara dourada se moveram. O homem apontou para a cadeira do outro lado da mesa e disse:

— Sente-se.

Sua voz era intencionalmente grave e rouca, mas sem nenhuma outra característica especial.

Xiu fechou a porta do gabinete com a mão por trás, ergueu o peito e a cabeça, sentou-se na posição designada sem perder em imposição e perguntou:

— Você tem os materiais principais da poção de Marechal?

O homem de máscara soltou uma risada baixa e disse:

— Sim. Os olhos do verme do medo e a pata direita do urso de guerra prateado — tenho ambos.

— Na verdade, aquela fórmula da poção de Marechal foi eu que mandei alguém vender por procuração.

Isso explica... Embora seus amigos costumassem zombar da inteligência dela, Xiu não era completamente imprudente — afinal, tinha sobrevivido no círculo de Transcendentes, entre as gangues e os pobres do Distrito Leste. Ela possuía uma intuição instintiva para o perigo, como um animal selvagem.

Ela perguntou com voz grave:

— Por que está fazendo isso?

— Para selecionar um ajudante adequado. — O homem de máscara disse com uma risada leve. — Dada a sua situação financeira, seria difícil juntar o dinheiro necessário para esses dois materiais de Transcendente em um curto prazo. É claro, você poderia revender a fórmula em outras reuniões de Transcendentes, mas acredite, isso traria perigos desnecessários. Nossos círculos podem não coincidir, mas eu não estou sozinho.

Xiu franziu a testa e perguntou:

— Se você tem uma organização tão grande e fórmulas de poções de Marechal ou até de Árbitro, por que precisa da minha ajuda?

— Há certas coisas que preferimos não fazer pessoalmente. Há muitas razões, mas não preciso explicá-las. E cada "Árbitro" que trilhou o caminho dos Transcendentes por conta própria possui, em maior ou menor grau, conexões com a nobreza. Isso também é algo que precisamos.

O homem de máscara explicou de forma geral em poucas palavras.

Parece que ele não sabe minha origem, nem conhece minha reputação no Distrito Leste... Xiu relaxou um pouco.

O homem de máscara continuou:

— Trate como uma encomenda fora das reuniões de Transcendentes. Eu lhe darei algumas tarefas e pagarei a remuneração correspondente. Se achar perigoso, pode recusar — é uma transação justa e livre. Quando juntar dinheiro suficiente, poderá vir aqui comprar os materiais.

Isso... Xiu, que estava justamente preocupada com as finanças, sentiu seu coração acelerar. Fez-se de exigente por nove segundos e disse:

— Desde que eu tenha o direito de recusar as tarefas, posso considerar.

— Sem problemas. — O homem de máscara riu e disse: — Podemos agora mesmo combinar o local e a forma de nos encontrarmos no futuro. Para que fique tranquila, o controle fica nas suas mãos.

— Tudo bem. — Embora Xiu ainda estivesse cheia de dúvidas e não entendesse por que o outro queria contratá-la, aceitou.

Pelo menos por enquanto, ela não via nenhum perigo evidente.

…………

Durante todo o domingo, Klein se ocupou comprando cadeiras, utensílios de chá e costurando roupas, gastando um total de 6 libras e 9 soli, restaurando a sala de estar, a sala de jantar e si mesmo ao normal.

— Realmente prejuízo... Espero que o departamento de polícia me indenize pelas minhas perdas a partir do espólio de Morelso. Ah, as chances são baixas — no máximo uma parte.

Klein guardou todas as notas fiscais e recibos de forma organizada, esperando pela oportunidade de usá-los no futuro.

Claro, do ponto de vista puramente de renda, ele na verdade lucrou bastante. A característica de Transcendente de Morelso valia pelo menos 300 libras, talvez até mais.

Mas tudo isso dependia de Klein conseguir entrar no círculo de Transcendentes.

Depois do jantar, vestindo um suéter de cor sólida e um casaco de trabalho cinza-azulado, com um boné na cabeça, Klein saiu novamente de casa, fez duas transferências e chegou à Rua do Portão de Ferro, na zona da Ponte de .

Depois de poucos passos, avistou o "Bar do Valente", com sua pesada porta de madeira negra e um homem robusto de quase dois metros de altura com os braços cruzados.

O homem robusto observou Klein sem impedi-lo de empurrar a porta e entrar. Apenas engoliu em seco ao ouvir os brindes e as celebrações lá de dentro.

Era o horário de maior movimento do bar. Antes mesmo de entrar, Klein sentiu a onda de calor vindo de dentro, sentiu o aroma forte do licor de malte e ouviu os sons barulhentos e dissonantes.

Como esperado, viu dois palcos no centro do bar — um apresentando uma disputa de cães caçando ratos, e outro com dois boxeadores esperando pacientemente, prontos para a luta que estava prestes a começar.

O aroma da cerveja misturado com o cheiro de suor chegava até ele. Klein ajustou seus óculos de armação dourada, apertou o nariz e, protegendo seus pertences, abriu caminho pela multidão até o balcão.

Sem esperar que o barman falasse, ele antecipou:

— Um copo de cerveja do Sul de Gales.

Era a melhor cerveja produzida no Reino de Loen.

— 5 pêni. — Respondeu o barman com familiaridade.

Klein tirou um punhado de moedas, contou 5 pêni e entregou ao barman, recebendo em troca um grande copo de madeira cheio de líquido dourado. O aroma da cerveja era intenso e convidativo.

— Diante dela, muitas cervejas nem podem ser chamadas de cerveja — são apenas bebidas. — O barman riu de bom humor.

Klein ergueu o copo e bebeu. Sentiu-a refrescante e saborosa — primeiro um amargor aromático, depois o sabor do malte borbulhando, e no final um toque de doçura.

Colocou o copo de volta, observou a espuma fina e branca, e aproveitou para perguntar:

Fim do capítulo 234