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Lord of the Mysteries · Capítulo 23

Capítulo 23: Arma Secundária

17 de janeiro de 2020 · 5 min de leitura · 994 palavras

Klein caminhava pela Rua Zoutland, sentindo a brisa quente e úmida. Com o ânimo elevado, de repente lembrou de uma coisa:

Só tinha 3 pence no bolso, e pegar a carruagem pública de volta para a Rua da Cruz de Ferro custava 4 pence. Dar uma nota de 1 libra de ouro para o cobrador receber o troco seria como, antes de atravessar, dar uma nota de 100 para comprar uma garrafa de água mineral barata. Não que não houvesse outro jeito, era que ele não teria coragem de passar por isso.

“Usar 3 pence para andar 3 quilômetros e caminhar o resto do caminho?” Klein enfiou uma mão no bolso, diminuiu o passo e ponderou outras alternativas.

“Não!” Rapidamente, ele descartou a ideia anterior.

O restante do trajeto só a pé levaria um bom tempo, e carregar a “fortuna” de 12 libras era muito inseguro!

Além disso, antes ele estava preocupado que o revólver fosse confiscado pelos “Vigias Noturnos”, então hoje deliberadamente não o trouxe. Se encontrasse algum perigo relacionado à morte de Welch, estaria totalmente indefeso!

“Procurar um banco por perto para trocar? Não, não, a taxa de 0,5% é muito cara!” Klein balançou a cabeça em silêncio, só de pensar na possível taxa já doía.

Os métodos foram sendo descartados um a um, até que Klein de repente viu uma loja de chapéus e roupas.

Certo, a ideia mais normal não é comprar algo de valor adequado para receber troco?

Terno, camisa, colete, calça, botas e bengala tudo estava no orçamento; comprar cedo ou tarde, teria que comprar de qualquer jeito!

Hum, roupas são complicadas de provar, e Benson entende melhor e pechincha melhor. Posso esperar ele voltar para considerar...

Então, comprar uma bengala?

Boa! Um ditado diz bem: a bengala é a melhor arma de autodefesa de um cavalheiro, serve como meio pé de cabra. Com uma mão na arma e a outra na bengala, esse é o modo de luta de um homem civilizado!

Entre pensamentos, Klein tomou sua decisão, virou-se e entrou na “Loja Wilker”.

A disposição da loja era muito parecida com as lojas de roupas de antes de sua travessia. Na parede esquerda, uma fileira de ternos; no centro, camisas, calças, coletes e gravatas; à direita, pares de sapatos e botas de couro em vitrines de vidro.

— Senhor, o que deseja comprar? — um vendedor de camisa branca e colete vermelho se aproximou, perguntando educadamente.

No Reino de Loen, como os cavalheiros de posição, poder e riqueza preferiam camisa branca, colete preto, calça preta e terno preto, as cores eram bastante monótonas, então os empregados, vendedores e serventes eram obrigados a usar cores mais vibrantes ou variadas para distinguir patrões de subordinados ou nobres de plebeus.

Em contraste, as senhoras e senhoritas usavam vestidos de cores variadas e adornos luxuosos, enquanto as empregadas só podiam usar preto e branco ou branco e preto.

Diante da pergunta do vendedor, Klein pensou um pouco e disse:

— Uma bengala, mais pesada e mais dura.

Daquelas que podem quebrar a cabeça de alguém!

O vendedor de colete vermelho examinou Klein de forma discreta, conduziu-o para dentro e apontou para a fileira de bengalas no canto:

— A que tem incrustações de ouro é feita de madeira de coração de ferro, muito pesada e dura, 11 sólios e 7 pence. O senhor gostaria de experimentar?

11 sólios e 7 pence? Por que vocês não saem roubando? Incrustou um pouco de ouro e acha que é demais? Klein se assustou com o preço.

Mantendo a expressão impassível, ele concordou com a cabeça:

— Ok.

O vendedor de colete vermelho pegou a bengala de madeira de coração de ferro e a entregou a Klein com cuidado, como se tivesse medo de que ele danificasse a mercadoria.

Assim que Klein segurou a bengala, sentiu o peso; tentou movê-la, mas percebeu que não conseguiria manejá-la com facilidade.

— Muito pesada — Klein balançou a cabeça e suspirou aliviado.

Isso não era desculpa!

O vendedor de colete vermelho guardou a bengala de madeira de coração de ferro e apontou para outras três:

— Esta é de nogueira, feita pelo Sr. Hayes, o mais famoso artesão de bengalas de Tingen, 10 sólios e 3 pence... Esta é de madeira de imersão, com incrustações de prata, dura como aço, 7 sólios e 6 pence... Esta é feita do cerne da árvore Boli branca, também com incrustações de prata, 7 sólios e 10 pence...

Klein pegou cada uma e experimentou, achando os pesos adequados. Em seguida, ele as cutucou com os dedos para avaliar a dureza e, por fim, escolheu a mais barata.

— Fico com esta de madeira de imersão — Klein apontou para a bengala com cabeça incrustada de prata nas mãos do vendedor.

— Ok, senhor, por favor, me acompanhe até o caixa para pagar. No futuro, se esta bengala sofrer desgaste ou manchas, pode nos trazer que cuidaremos de graça — o vendedor de colete vermelho conduziu Klein ao balcão.

Aproveitando a oportunidade, Klein desdobrou as quatro notas de libra de ouro que segurava na palma e pegou uma das duas menores.

— Bom dia, 7 sólios e 6 pence — disse o vendedor atrás do balcão com um sorriso.

Klein queria manter a dignidade de cavalheiro, mas quando estendeu a mão esquerda com a nota de 1 libra de ouro, não pôde deixar de perguntar:

— Pode fazer um desconto?

— Senhor, todas são feitas à mão, nossos custos são altos — respondeu o vendedor de colete vermelho ao lado. — Além disso, o dono não está, não temos autorização para baixar o preço.

O vendedor atrás do balcão acompanhou: — Desculpe, senhor.

— Tudo bem — Klein entregou a nota e recebeu do vendedor de colete vermelho a bengala preta com cabeça de prata.

Enquanto esperava o troco, ele deu alguns passos para trás, criando distância, e testou o efeito de balanço da “arma secundária” em movimentos pequenos.

Uoo! Uoo! Uoo!

Fim do capítulo 23