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Lord of the Mysteries · Capítulo 1411

A vida diária de uma pessoa comum (4)

12 de novembro de 2021 · 3 min de leitura · 599 palavras

mastigou o nome, pensando no que ele representava.

Ele já não era como da primeira vez que descobriu que conseguia ouvir o que os outros não ouviam, quando olhava em pânico para todos os lados, procurando quem falava nas sombras, sempre pronto para pegar um pedaço de pau e avançar sobre a pessoa. Agora, ele ficava bastante calmo, refletindo enquanto observava a reação de Pacheco, o vice-diretor do Departamento de Conformidade.

Pacheco olhou para ele e disse: — Você é um estudioso da história da Quarta Época?

— Tenho algum conhecimento — respondeu Barton com modéstia.

Naquele momento, ele não fingiu ignorar completamente a história da Quarta Época. Primeiro, seu caráter não permitia, e segundo, seu cargo vinha de sua formação acadêmica em história. Se tivesse uma grande deficiência nessa área, poderia ser demitido da Fundação no dia seguinte.

Pacheco olhou para a porta e perguntou: — Então, você já ouviu o sobrenome Tamara?

— Já ouvi — disse Barton, virando instintivamente a cabeça para olhar para Pacheco. — Nos escassos e esparsos registros históricos da Quarta Época, o sobrenome Tamara aparece várias vezes, perdendo em frequência apenas para Tudor, e . A partir disso, pode-se inferir preliminarmente que representa um grande nobre de algum império da Quarta Época.

Ele fez uma pausa e acrescentou: — Fornar descobriu recentemente algumas ruínas da Quarta Época.

Como o funcionário do hotel estava por perto, ele não mencionou diretamente que o sobrenome Tamara poderia estar relacionado à anomalia atual de Fornar.

Pacheco não respondeu. Em vez disso, virou-se para o funcionário do hotel e disse: — Sou um oficial de polícia que investiga casos criminais. Suspeito que o hóspede deste quarto sofreu um infortúnio. Por favor, abra a porta imediatamente com a chave.

Enquanto falava, Pacheco tirou uma identificação e a mostrou.

O funcionário do hotel se assustou a princípio, depois examinou cuidadosamente a identificação: — T-tudo bem. Vou pegar a chave!

Com isso, ele se virou e correu para as escadas.

— Você é policial? — exclamou Barton, surpreso, que observava.

Pacheco olhou para a identificação em sua mão e riu: — Esta identificação é absolutamente autêntica e foi obtida por meios legais.

— Por que dizer de forma tão complicada? — respondeu Barton por hábito. — Não me importa se é verdadeira ou não. Só quero saber se você é realmente um oficial de polícia.

Pacheco riu: — Isso depende de como você percebe.

Essa resposta irritou um pouco Barton, mas, como um verdadeiro cavalheiro de Loen, entendendo que a outra parte não queria dar uma resposta direta, ele educadamente calou a boca.

Claro, o fato de a outra parte ser o vice-diretor do Departamento de Conformidade também foi um fator.

No silêncio, o dono do hotel e o funcionário voltaram ao terceiro andar.

Depois de verificar cuidadosamente a identificação de Pacheco e comparar a foto com a pessoa, o dono do hotel pegou a chave e abriu a porta, murmurando baixinho: — Como poderia ter acontecido algo? Não houve nenhum barulho.

Se um hotel de luxo tivesse um caso criminal envolvendo uma morte, certamente afetaria sua imagem, podendo até levar à falência.

— Não se preocupe muito. Talvez seja apenas um problema pequeno — disse Pacheco em tom tranquilizador.

— Espero que sim. Que a Deusa abençoe. — O dono do hotel retirou a mão e tocou o peito quatro vezes no sentido horário, traçando as estrelas.

Então ele empurrou suavemente a porta, deixando-a abrir lentamente.

Naquele momento, o interior do quarto pareceu se conectar com o exterior, e um leve cheiro de sangue se espalhou.

Fim do capítulo 1411