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Reverend Insanity · Capítulo 149

Sacrifício, seção 144: O sacrifício é constante, mas a fé nunca morre

17 de janeiro de 2020 · 5 min de leitura · 978 palavras

— Eu disse a ele que uma pessoa tem milhares de razões para viver. Por que você vive? Não posso responder isso; só você pode. Vá encontrar por si mesmo. — respondeu Gu Yue Bo.

— Então, qual é a sua própria resposta, chefe do clã? — perguntou Fang Zheng, piscando confuso.

Gu Yue Bo deu uma risadinha. A seus olhos, as imagens de Fang Zheng e Qing Shu pareciam se sobrepor. Outrora, Gu Yue Qing Shu também havia feito uma pergunta semelhante.

O chefe do clã pensou por um momento, relembrou e repetiu a resposta daquela época: — Toda organização tem sacrifícios. Desde o momento em que uma pessoa nasce, já está destinada à morte. Entre a vida e a morte, o ser humano é frágil, mas há algo que pode aquecer o coração e iluminar nossa alma. Isso é o amor — essa é a minha resposta.

Gu Yue Qing Shu era o filho adotivo de Gu Yue Bo, criado por muitos anos. Agora que ele havia morrido, como pai adotivo, Gu Yue Bo naturalmente sentia tristeza.

Mas como chefe do clã, ele já tinha visto muitos sacrifícios.

Quando se tem a consciência da vida e da morte, a tristeza e a dor se tornam aceitáveis.

Fang Zheng baixou a cabeça novamente e ficou em silêncio, como se estivesse pensando.

O chefe do clã sorriu, tirou uma carta da gaveta da escrivaninha e a entregou a Fang Zheng.

— Esta é a carta de Gu Yue Qing Shu, registrando a resposta que ele meditou por anos. Agora estou entregando a você para que a leia. Esta é a resposta dele.

Sem dúvida, esta carta tinha um atrativo incomparável para Fang Zheng.

Ele a abriu imediatamente e, ao ver a primeira linha, as lágrimas começaram a fluir sem parar.

Era a caligrafia familiar de Gu Yue Qing Shu. Entre as linhas, transparecia sua ternura característica.

O início da carta registrava sua confusão e dor.

Em seguida, o processo de reflexão ao longo dos anos e os eventos que o comoveram.

Fang Zheng leu a carta como se estivesse revivendo toda a vida de Gu Yue Qing Shu. Ele seguiu os passos de sua vida até chegar ao final.

No final, estava registrado o seguinte trecho:

— A família é como uma floresta: cada um de nós é como uma árvore nessa floresta. As árvores velhas estendem seus galhos para proteger os novos brotos do vento e da chuva. Quando as novas árvores crescem altas e frondosas, as velhas caem e se transformam em nutrientes do solo, fertilizando a terra e gerando novas árvores. Os seres humanos sempre morrem; o céu e a terra não se lembrarão de nós. Mas as novas árvores serão o testemunho de que as velhas existiram. Nesse constante testemunho, a floresta da família se torna mais vasta, prosperando e florescendo.

— Os seres humanos sempre morrem. Mesmo como Mestre Gu, não se pode escapar do fim da morte. Mesmo os Mestres Gu de sétimo, oitavo ou nono grau apenas vivem um pouco mais. Diante da morte, sinto medo. Mas compreendo profundamente que um dia, eu, Gu Yue Qing Shu, também morrerei. Talvez de doença ou velhice, talvez no campo de batalha. Espero que nesse momento eu possa enfrentar a morte com calma e sem arrependimentos.

No final da carta:

— Pai adotivo. Aquela pergunta que lhe fiz, acho que já encontrei a resposta.

Depois de ler a carta, Fang Zheng chorou copiosamente.

Sua mente estava cheia de lembranças de Qing Shu: quando ele cometia erros, não o repreendia, mas o consolava; quando ele fracassava, lhe dirigia um olhar de encorajamento; quando ele estava desanimado, acariciava sua cabeça com uma mão calorosa.

Gu Yue Bo guardou a carta: — No futuro, quando você encontrar sua resposta, também pode me escrever uma carta. Vá, descanse bem. A crise da onda de lobos ainda não terminou, e precisamos de sua contribuição.

— Não. — Fang Zheng ergueu lentamente a cabeça, apertando os punhos.

— O que foi? — perguntou Gu Yue Bo.

— Já encontrei minha resposta. — A voz de Fang Zheng transmitia uma determinação indescritível. — Eu quero poder! Para proteger meus entes queridos, para que não sofram mais danos. Quero proteger o clã, engrandecê-lo. Quero ver a onda de lobos não mais nos atormentar, ver meus companheiros contentes e felizes. Não quero que essa dor se repita. Usarei minhas mãos, meu corpo, minha alma para proteger aqueles ao meu redor!

Gu Yue Bo mostrou uma expressão de surpresa. Naquele momento, ele pareceu ver Gu Yue Qing Shu.

— Qing Shu, você não morreu em vão... — Ao ver os olhos brilhantes de Fang Zheng, o chefe do clã suspirou para si mesmo.

Uma árvore velha cai, e na terra onde ela se decompõe lentamente, um novo broto já começa a crescer rapidamente.

...

O Ancestro Humano não suportava a solidão, então arrancou os próprios olhos e os transformou em um filho e uma filha. Assim, aliviou um pouco sua solidão e amargura.

Mas a boa fortuna não durou muito: os filhos gradualmente se encantaram com a paisagem do mundo, esquecendo-se do pai, o Ancestro Humano, e muitas vezes brincavam sem se lembrar do tempo, negligenciando seus cuidados.

O Ancestro Humano não conseguia ver nada; seus olhos estavam na escuridão.

Mas às vezes, ele podia perceber um pequeno clarão de luz.

Desconcertado, consultou o Gu de Atitude.

O Gu de Atitude lhe disse: — Oh, essa é a luz imortal emitida pelo Gu de Crença.

— Crença? — Ao ler isso, Bai Ning Bing soltou uma risada sarcástica e jogou o livro que continha as lendas antigas.

A porta se abriu naquele exato momento, e a pessoa que entrava quase foi atingida pelo livro no rosto.

— Ning Bing, o que você está fazendo? — Quem entrava era precisamente o chefe do clã Bai.

Fim do capítulo 149