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Lord of the Mysteries · Capítulo 941

Capítulo 936: Reunião (Capítulo extra pelo primeiro lugar na votação mensal de junho)

17 de janeiro de 2020 · 4 min de leitura · 844 palavras

Anderson, que estava saboreando pão de queijo e mandioca, ergueu os olhos para Danitz e acenou com a cabeça, pensativo:

— Não sei por que, mas não quero sair do Balam Ocidental. Haha, já que estamos aqui, como caçador de tesouros, como posso voltar de mãos vazias?

— Nas vastas selvas e templos abandonados, há ouro, joias, antiguidades e talvez itens mágicos esperando para serem resgatados!

Danitz torceu a boca e engoliu de uma vez o restante de "Guadal" em seu copo.

Era uma bebida feita de uma baga típica do Balam Ocidental, de cor alaranjada, agridoce, refrescante e com um pouco de cafeína, que ajudava a combater a fadiga e a manter a vigília.

Depois de colocar o copo de lado, pegar um guardanapo e limpar a boca, Danitz soltou um "Hã":

— Sinto que você tem algum plano oculto.

— Eu também espero que sim. — Anderson riu, sem se importar.

Ele acompanhava o café da manhã com café.

Tanto no Balam Oriental quanto no Ocidental, há várias regiões produtoras de café de alta qualidade, apenas um pouco menos famosas que o café de altitude de Feynapotter, o café de altitude do Continente do Sul e o café Firmer do vale Pas, perto do Planalto Estrela.

Antes que Danitz pudesse responder, Anderson sorriu e continuou:

— Isso não é ótimo? Eu forneço proteção de graça, e você trabalha como meu intérprete — todos ganham.

Pensando que ele era apenas uma Sequência 7 e estava sendo caçado por uma organização atrás da outra, Danitz sentiu que as palavras de Anderson faziam sentido.

Ele tossiu e disse:

— Mas em certos momentos, pedirei que você se afaste.

— Se você disser "por favor", não tenho problema. — Anderson disse de forma relaxada.

Danitz vestiu a capa e foi em direção à entrada da pousada para começar a investigação do dia.

No caminho, ele de repente desabafou:

— Você já teve uma experiência em que sonha frequentemente com um anjo descendo e te envolvendo com suas asas?

— Não, não apenas em sonhos, às vezes a mesma alucinação ocorre quando estou acordado.

Anderson olhou para as luvas que Danitz usava, refletiu por alguns segundos e então sorriu:

— Você está adorando alguma entidade oculta?

— Ou teve contato com algo antigo?

A expressão de Danitz endureceu, e ele forçou um sorriso:

— Se fosse tão simples como você diz, eu já teria descoberto a causa!

Enquanto falava, ele passou por três homens que entravam na pousada e saiu.

Anderson, por hábito, observava os transeuntes para confirmar o ambiente, então deu uma olhada casual nos três homens. Viu que eram um patrão e dois servos. O patrão era alto, de pele morena e traços suaves, parecendo uma mistura de Balam e Loen. Sua roupa era mais ao estilo do Continente do Norte: cartola de seda, terno preto e bengala com incrustações de ouro.

Um dos servos era um típico local, provavelmente de uma plantação, carregando uma bengala reserva e uma mala de couro para o patrão. O outro também era mestiço, com rosto carnudo, roupas folgadas e uma espada na cintura, aparentemente atuando como guarda-costas.

Anderson não deu importância e seguiu Danitz para a rua.

Ele apontou com interesse para os vários caixões puxados por cavalos ou carregados por homens, cada um com um design diferente:

— Quer experimentar um?

— É muito interessante. Depois que se acostuma, a morte não parece tão assustadora. Talvez a qualquer momento você empurre a tampa e se levante.

Danitz olhou de soslaio para aqueles veículos estranhos e balançou a cabeça sem hesitar:

— Como pirata, até certo ponto preciso acreditar no Senhor das Tempestades e evitar algumas coisas. Manter distância de caixões é uma delas.

— Eu sou diferente, não tenho tabus. — Anderson pegou algumas moedas "Delisi" e comprou vários jornais de um menino jornaleiro na rua.

Deve-se dizer que, em termos de sistema de jornaleiros, as grandes cidades do Continente do Sul não perdiam para o Continente do Norte, afinal, a mão de obra era mais barata e havia mais crianças que precisavam complementar a renda familiar.

Enquanto Danitz caminhava em direção ao cruzamento procurando uma carruagem para estrangeiros, ele pegou um jornal de Anderson e folheou rapidamente.

De repente, ele notou uma notícia:

«…O famoso pirata que se autodenominava "Almirante do Inferno", , foi morto pelo aventureiro louco Gehrman Sparrow. Seu "Tulipa Negra" e toda a sua frota foram assumidos por Mirella, que se autodenomina "Emissário da Morte"…»

— O quê… — a boca de Danitz se abriu lentamente, e ele não conseguiu fechá-la por um bom tempo.

Finalmente entendeu por que Gehrman Sparrow lhe disse para tomar cuidado com a Igreja dos Mortos!

Esse louco tinha matado Ludwell, o principal dos sete Almirantes Piratas!

Após cerca de dez segundos, Danitz, atordoado, entregou o jornal a Anderson ao lado:

— Veja isso.

Anderson pegou o jornal com um sorriso e o folheou muito rapidamente.

Após um breve silêncio, ele assobiou e riu baixinho:

— Esse cara merece um novo apelido.

— O Flagelo dos Almirantes Piratas!

Fim do capítulo 941