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Lord of the Mysteries · Capítulo 877

Capítulo 873: Os resultados da sessão espírita

17 de janeiro de 2020 · 4 min de leitura · 867 palavras

Após se despedir da senhorita Mensageira, Klein olhou para o papel de carta em sua mão e mais uma vez ponderou sobre a questão de Balam Ocidental.

Ele acreditava que precisava estar preparado para que o Sr. Azik não respondesse por um mês. Isto é, quando chegasse o início de julho, ele poderia ir a Balam Ocidental apenas com alguns militares, sem a proteção do antigo Cônsul da Morte. Dessa forma, a sombra da Escola da Rosa sempre pairaria sobre ele.

— Duas opções: se o perigo for realmente grande demais, abandono diretamente a identidade de Dwayne Dantès. Caso contrário, considerarei seriamente a “lista de clientes” e excluirei qualquer força que possa estar ligada à Escola da Rosa... Bem, talvez seja melhor definir os objetivos de antemão para manter os imprevistos sob controle... A informação que Danitz forneceu deve vir do Vice-almirante Iceberg. Entre eles, dois generais nativos parecem bastante peculiares... Qualquer outra força, independentemente de qual seja, sempre indica se está mais próxima de Loen, Intis, Feysac ou Feynapotter, ou se internamente há várias facções com diferentes inclinações que alcançam um equilíbrio. Apenas eles não têm anotações sobre países estrangeiros, apenas o apoio da Igreja do Espírito... — Klein releu o conteúdo da carta e vislumbrou algo vagamente.

Ele suspeitou inicialmente que esses dois generais nativos haviam feito contato com a Igreja do Conhecimento. A vice-almirante Iceberg, Edwina, não fez marcações justamente para destacar sua singularidade, indicando a Gehrman Sparrow que eles eram parceiros viáveis.

Dessa forma, ela não precisava se preocupar com a possibilidade de vazamento de informações por parte de Danitz, porque não havia informação a vazar, apenas sugestões.

— Mesyanes, Katami... O primeiro tem o apoio da facção real dentro da Igreja do Espírito; o segundo secretamente se autodenomina descendente do Deus da Morte... Ha, mesmo que seja verdade, é um descendente de não sei quantas gerações. Se encontrar o Sr. Azik, como o chamará? — Klein riu, sacudiu o papel e o queimou.

Em seguida, desfrutou de um requintado chá da tarde em uma sala semiaberta com uma grande varanda, até que o mordomo entrou e disse em voz baixa:

— Senhor, vieram policiais novamente. É sobre o caso de suicídio de Caron.

Na superfície, todas as pistas desse assunto apontavam para Dwayne Dantès, então mesmo com o Barão cuidando das consequências, a polícia ainda tinha que visitá-lo de vez em quando; caso contrário, os repórteres de jornal certamente os acusariam de negligência.

Quanto ao ataque ao Senador Macht, como Dwayne Dantès era apenas uma testemunha importante, depois de prestar depoimento, ele não foi mais incomodado.

— Leve-os para a sala de estar no segundo andar com vista para o jardim. — Klein colocou o bolo de baunilha meio comido de volta na bandeja e tomou um gole de chá preto.

Como anfitrião, ele não precisava se preocupar com o desperdício dos petiscos do chá, porque as sobras pertenciam aos criados e empregadas. Se ele sempre comesse tudo até não deixar nada ou exigisse que preparassem exatamente a quantidade certa, a reputação de avarento se espalharia entre os empregados do bairro e chegaria aos ouvidos das senhoras e cavalheiros.

Walter respondeu com a expressão quase inalterada:

— Eles querem convidá-lo para a delegacia, porque hoje é o dia em que a família de Caron deve identificar o suspeito.

— Eles dizem que lamentam, mas é um procedimento necessário que não pode ser omitido.

Klein levantou-se lentamente e disse:

— Entendo. , traga meu sobretudo, chapéu e bengala.

Já que havia se apresentado, ele estava bastante disposto a ver, da perspectiva de um observador, o que Caron e sua família haviam passado, e como o assunto se voltaria contra o Barão Syndras.

......

Delegacia do Distrito Norte, uma sala ampla.

Klein viu a família de Caron através de uma parede de vidro: um senhor idoso, uma senhora idosa, uma mulher de quase quarenta anos, um adolescente de quinze ou dezesseis anos e uma menina de menos de dez anos.

Os olhos deles percorreram a fileira de suspeitos atrás do vidro e, ao mesmo tempo, pousaram no rosto de Dwayne Dantès.

— É ele! É ele! — gritou o adolescente em voz alta, os olhos vermelhos, as mãos fechadas em punhos, tentando avançar contra o vidro.

— É ele, policial, é ele. — A mulher de quase quarenta anos de repente começou a chorar, seu olhar para Dwayne Dantès cheio de ódio e hostilidade.

A menina que ela segurava pela mão chorou alto:

— Papai! Devolva meu papai!

Os dois idosos enxugaram as lágrimas, um se esforçando para manter a calma, o outro soluçando quase a ponto de desmaiar. A tristeza se espalhou instantaneamente.

No entanto, Klein nunca os tinha visto antes.

Memórias implantadas? — ele franziu levemente a testa, suspirando enquanto especulava sobre o que a família de Caron havia sofrido.

Enquanto isso, no necrotério subterrâneo da delegacia.

Daly Simone pegou um lápis e começou a desenhar com as mãos ligeiramente trêmulas.

Como estava ajudando na delegacia e poderia encontrar repórteres ao entrar ou sair, ela não vestiu sua túnica habitual de médium, mas sim um uniforme policial preto e branco: blusa e saia, com botas de couro até o joelho.

Fim do capítulo 877