Reino de Loen, capital do condado de East Chester, cidade de Stoen.
Depois de sair da mansão e entrar na vila, Audrey terminou de socializar com os aristocratas locais e enviou um servo ao banco Bavett para retirar algum dinheiro.
Nesse momento, ela não precisava mais se preocupar e podia pagar facilmente as 2000 libras que devia ao seguidor do senhor «O Tolo» e pagar ao senhor «O Mundo» as 1800 libras provenientes da característica de Psiquiatra.
Um quarto de hora depois, Audrey abriu a porta do quarto, olhou de relance para sua criada pessoal
Se fosse a Audrey de antes, ela teria dito diretamente: «Susie, seu presente chegou», o que permitiria que o cão dourado soubesse que ela podia obter objetos reais no quarto, e isso levaria facilmente Susie, que vinha estudando diligentemente os fundamentos do misticismo, a pensar em magia ritual.
Ao mudar a expressão, a situação se tornaria que Audrey recebeu uma carta/mensagem misteriosa em seu quarto, confirmando que o presente chegaria em breve, deixando inúmeras possibilidades.
Susie leu a alegria sincera e a atitude genuína de Audrey e, instintivamente, abriu a boca para vibrar o ar e perguntar o que era o presente, mas notou que Annie se aproximava, então abandonou a ideia com desconfiança.
Ela voltou ao estado de cão comum, balançando lentamente o rabo para expressar sua expectativa alegre.
Depois de se desculpar para sair um pouco, Audrey entrou no «laboratório químico» que lhe foi atribuído e colocou na mesa comprida a característica de Psiquiatra e os materiais auxiliares.
— Susie, lembra-se do procedimento para preparar a poção da última vez? — ela limpou a garganta, endireitou as costas e, com interesse, interpretou o papel de professora.
— Au, lembro! — Susie já entendera qual era seu presente e ficou muito contente, latindo.
Audrey disse de passagem: — Tente preparar você mesma.
Susie baixou a cabeça, olhou para as patas e de repente ficou em silêncio.
Audrey primeiro ficou surpresa, e depois também ficou em silêncio por um breve momento.
Alguns segundos depois, antes que o cão dourado abrisse a boca, ela, sem mostrar nada de anormal, sorriu levemente com os lábios franzidos: — Bem, Susie, não precisa falar. Eu sei o que você quer dizer. Você quer dizer que é apenas um cão e não pode preparar uma poção, certo?
Que vergonha, que vergonha… Enquanto isso, a elegante e digna Audrey cobriu o rosto mentalmente.
— Au! — Susie assentiu energicamente.
Aproveitando a oportunidade, Audrey virou-se e logo preparou a poção de Psiquiatra.
Ela perguntara a Susie antes e sabia que Susie digerira completamente a poção na quarta-feira desta semana.
No total, menos de dois meses… Hum, em grande parte porque Susie não chamava atenção; podia correr livremente pela mansão e vila, ouvir conversas particulares e «ler» os verdadeiros pensamentos das criadas… Isso também é bom, ela compartilha tudo comigo. Se não fosse por ela, eu não saberia que muitas pessoas têm pensamentos tão sombrios, embora normalmente pareçam normais e bondosas… Audrey despejou a poção numa tigela e colocou no chão.
Ela observou Susie aproximar-se e começar a lamber, e não pôde deixar de sentir uma pequena expectativa: «Susie também pode ser afetada pela poção e tornar-se emocionalmente instável.
«Mas não importa, a senhorita Audrey, a Psiquiatra, está pronta para 'acalmar' a qualquer momento! Hum, prefiro o nome 'Análise espiritual'; soa mais profissional.»
Os belos olhos esmeralda de Audrey observavam atentamente a cadela dourada Susie, e ela notou que as pupilas de Susie estavam se dilatando e se tornando verticais, e sob o pelo espesso pareciam surgir escamas douradas escuras. A espiritualidade de Susie se espalhava continuamente para fora, como se entrelaçasse com o espaço de toda a vila.
Depois de acalmar seu humor ligeiramente tenso, Audrey concentrou-se em observar a condição de Susie. Ao menor sinal de anormalidade, ela usaria imediatamente a habilidade extraordinária «Análise espiritual».
De repente, a voz de Susie soou em seus ouvidos: — Audrey, consegui!
—… — Audrey ficou sem palavras por um momento.
…
No sonho,
Ela empurrou a porta e viu sua mãe Liv e sua irmã Freya lavando roupa diligentemente.
Daisy ficou contente e estava prestes a se juntar a elas para passar roupa.
Naquele momento, ouviu batidas na porta: toc, toc, toc.
Ela se virou e viu um jovem com uniforme policial xadrez preto e branco.
O oficial tinha cabelo preto e olhos esmeralda, traços ligeiramente borrados. Segurava um caderno e uma caneta e perguntou: — No caso Karpin, além do que você já contou, há mais alguma coisa que não tenha mencionado?
— São todas coisas sem importância — respondeu Daisy bastante atordoada.
O belo oficial olhou para o caderno e disse: — Não tem importância, estou disposto a ouvir.
Daisy olhou para trás, para as roupas penduradas, sentindo que havia esquecido alguma instrução.
Ela descreveu obedientemente os detalhes triviais e finalmente disse: —… Depois que fui sequestrada, minha mãe e minha irmã contrataram um detetive particular, o senhor Sherlock Moriarty. Ele era uma boa pessoa. Embora não tenha conseguido me encontrar diretamente, depois contatou jornalistas e me ajudou a conseguir uma compensação do fundo…
O oficial de cabelo preto e olhos verdes ergueu novamente a cabeça, olhou para Daisy e exibiu um sorriso caloroso: