Dakwill estava deitado ali, por um momento esquecendo-se de se levantar, sua mente parecia completamente em branco.
Desde que atingiu a maturidade, ele quase nunca mais havia passado por algo como tropeçar nos próprios pés. Depois de consumir poções e ter seu corpo fortalecido em vários aspectos, menos ainda. No entanto, hoje ele havia caído de forma tão inexplicável que era simplesmente incompreensível.
Será que pisou em algo? Dakwill voltou a si de repente, apoiou as mãos no chão, virou-se e se levantou, fingindo que não tinha sido ele quem havia caído.
Ele olhou para os lados, mas não viu nada de estranho no chão. Cheio de dúvidas, avançou alguns passos com dificuldade e pegou o dado leitoso.
Nesse momento, um policial em patrulha pareceu perceber a anormalidade ali. Segurando um cassetete e com a mão sobre o revólver, veio correndo.
Vendo isso, o gordo farmacêutico Dakwill ficou subitamente preocupado, suspeitando ter caído em uma armadilha:
— Eles prenderam o velho, mas nunca vieram atrás de mim. Na verdade, estavam me vigiando secretamente, esperando eu encontrar as pistas?
— Agora que peguei esse dado estranho, eles aparecem apressadamente?
— Os Aléns oficiais vieram me prender?
O instinto de Dakwill foi sair correndo, mas a queda foi forte e seu joelho doía, de modo que ele só conseguia andar com passos pequenos.
Vendo o policial se aproximar cada vez mais, incapaz de correr, na mente de Dakwill surgiu a imagem de uma prisão subterrânea, um ambiente sempre iluminado apenas por velas, e um Além preso ao lado, ofegando violentamente na escuridão como um monstro…
— O que aconteceu? — o policial perguntou cautelosamente, segurando a arma e mantendo uma certa distância.
Um medo incontrolável surgiu no coração de Dakwill. Sua mão tremeu, e o dado leitoso que acabara de pegar caiu novamente no chão, rolando algumas vezes.
Desta vez, o lado vermelho com o número seis ficou para cima.
Sob o olhar do policial, Dakwill respondeu com a voz trêmula:
— Pisei numa maldita casca de banana e caí.
Assim que disse isso, seu coração deu um baque, pois não havia casca de banana alguma no chão.
Droga, estava tão nervoso que seria melhor ter dito que tropecei nos próprios pés… Dakwill pensou, frustrado.
Ele decidiu convocar a coruja pousada no telhado em frente, preparando-se para uma luta desesperada.
O policial deu uma olhada e riu de leve:
— Não se esqueça de olhar por onde anda. Há pouco pensei que você tinha sido assaltado.
Ele soltou a mão do revólver, pegou o cassetete e voltou.
—… — Dakwill olhou confuso para as costas do policial que se afastava, sem entender como ele simplesmente acreditou naquela desculpa cheia de erros.
Ele desviou o olhar para o dado leitoso imóvel no chão, franzindo a testa.
Eu não sou um loenês de verdade, esses policiais não precisam me bajular… Será que está funcionando? Tanto a minha queda estranha quanto a persuasão bizarra do policial foram obra sua? É aquele artefato selado que o professor guardava, aquele artefato importante? Dakwill rapidamente fez a conexão. Ele avançou cautelosamente, pegou o dado novamente e o colocou de volta na pequena caixa de anéis — lá dentro, o dado não tinha espaço para girar.
Piscou para sua coruja, pegou o "Jornal de Notícias" que havia comprado, parou uma carruagem de aluguel e subiu mancando. O destino era o "Teatro Vermelho".
Durante a viagem tranquila, como a noite já havia caído e a luz dos lampiões a gás estava distante, iluminando pouco o interior, ele não teve pressa em estudar a caixa de anéis e o dado, esperando pacientemente até chegar em casa.
Entrou na loja de ervas, subiu para o segundo andar onde morava, acendeu o lampião a gás na parede, expulsou o pássaro bobo do quarto, sentou-se à escrivaninha e examinou repetidamente a caixa e o dado leitoso.
Finalmente, ele retirou do compartimento oculto no fundo da caixa um pedaço de papel dobrado até o tamanho de metade de uma junta de dedo.
Dakwill prendeu a respiração, desdobrou o papel rapidamente e descobriu que havia, de fato, três parágrafos escritos em Feysac Antigo:
— Se eu não aparecer três dias após a data combinada, com certeza fui traído e preso. Portanto, não peça ajuda a outros membros da Escola precipitadamente, pois não posso confirmar quem fez isso, e isso te trará um grande perigo.
— Você só precisa fazer uma coisa: levar este dado para a Ilha de Oravi e entregá-lo ao sineiro da cidade portuária, Cano. Meu professor, o Conselheiro Rijder, está escondido lá, e ele cuidará do resto.
— Não se preocupe que eu vou vazar o segredo. Quando eu terminar de escrever esta carta, as memórias relacionadas desaparecerão completamente, e eu nem mesmo me lembrarei de você como meu aprendiz, até ser resgatado. Lembre-se, tente não usar o dado. Ele tem uma certa característica viva. Quanto mais você o usa, mais fácil ele acorda, girando sozinho quando você menos percebe, mesmo sem espaço. Quando ele parar no '1', acredite em mim, você vai sofrer mais do que a morte direta, porque quase tudo que você tentar fazer falhará, incluindo sua atividade favorita na cama.
Realmente, este dado é perigoso… Dakwill suspirou inconscientemente, e então percebeu que, por bondade, havia feito uma besteira.
Para resgatar seu professor,
E de acordo com o conteúdo da carta, isso significava que ele provavelmente já estava na mira de quem traiu Roy King!
— Por que não disse isso antes? Não, por que não pensei em comprar este dado antes! — Dakwill levantou as mãos e puxou os cabelos dos lados da cabeça.