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Lord of the Mysteries · Capítulo 602

Um dinheiro caído do céu

17 de janeiro de 2020 · 4 min de leitura · 727 palavras

O bar Folha de Especiarias, num canto.

Irlanda encontrou um homem de jaqueta marrom, deu-lhe um tapa no ombro e caiu na gargalhada:

— Por que não está bebendo Lilanz?

O homem tinha uns trinta e poucos anos, um rosto extremamente comum, mas no qual se notava claramente a herança loen. Tinha cabelo castanho, olhos castanhos e a ponte do nariz proeminente. Seu ar de embriaguez desapareceu de repente, e seu olhar se tornou penetrante.

Ele examinou Irlanda e Klein, e seu olhar ficou turvo novamente, como se estivesse cheio de vapores de álcool:

— Já bebi, me dá uma caneca de Zarha para curar a ressaca.

Zarha era uma cerveja de malte típica da região, barata e saborosa.

Irlanda riu, apontou para Klein e disse:

— Gehrman Sparrow.

Em seguida, apresentou-o a Klein:

— Usk Kent, pode chamá-lo só de Kent. — Vocês conversem, preciso ir me preparar, vou zarpar amanhã cedo.

Acenou com a mão e se virou sem hesitar.

Klein puxou uma cadeira, sentou-se, não pediu nada e ficou olhando fixamente para Usk Kent com uma expressão vazia.

Kent ficou extremamente desconfortável com aquele olhar, deu um gole na Zarha e disse:

— De agora em diante pode me procurar para qualquer coisa, desde que possa fornecer informações valiosas ou nos ajudar com algumas tarefas.

Ele não se preocupava com os bêbados ao redor ouvirem a conversa, porque muitas gangues e tripulações piratas também diziam o mesmo ao recrutar informantes.

— Tudo bem. — Klein quis perguntar se poderia reembolsar o custo da fantasia que usou para se passar por Elaine e atacar o Vice-almirante Doença, embora Danitz tivesse pago por ela.

Mas foi só um pensamento.

Usk Kent, fingindo embriaguez, deu uma risadinha:

— Ouvi algumas coisas sobre você do Irlanda, mas ainda assim preciso avisá-lo. No mar, não pode agir de forma tão louca. Preste atenção especial a uma coisa: tente não provocar piratas. Quer dizer, não os enfrente diretamente. Nos fornecer informações em segredo não tem problema, nós manteremos sigilo.

Desta vez, sua voz estava visivelmente mais baixa.

Vendo que Gehrman Sparrow não respondia, ele acrescentou:

— Os piratas não seguem o código de cavalaria, nem as leis e regras do reino. *Arroto*. Se você se estabelecer em uma cidade portuária ou colônia insular, eles certamente serão capazes de atacar sua família.

Família… Klein ficou em silêncio por um segundo e disse de forma monótona:

— Não tenho família.

—… — Usk Kent quase não soube o que dizer, então mudou de assunto: — Então eles atacarão seus amigos.

Então ouviu Gehrman Sparrow responder sem alterar o tom:

— Não tenho amigos.

…Usk Kent sentiu-se engasgado. Tomou um gole de cerveja Zarha para se recuperar.

Tossiu duas vezes e disse em voz baixa:

— Eles podem te atacar de surpresa, subornar pessoas para descobrir seus planos, interceptar o navio em que você viaja. No mar, o poder de um indivíduo é muitas vezes insignificante.

Klein disse com toda a calma:

— Eu não recuso quando as pessoas me trazem dinheiro. — É uma questão de educação.

Dinheiro? Usk Kent ficou visivelmente confuso, sem entender o que Gehrman Sparrow queria dizer.

Alguns segundos depois, ele de repente percebeu que a outra pessoa considerava os piratas como recompensas ambulantes.

Ele bebeu um gole de cerveja, bebeu outro gole e ficou sem palavras por um momento.

…………

Na área subterrânea do bar Folha de Especiarias.

— Um aventureiro desconhecido? — «o Tagarela» Misoer Kim animou-se e sentou-se direito.

«o Homem Forte» Ozul assentiu:

— Segundo «Olho Azul» Mis, aquele aventureiro tem uma cara bem desconhecida, deve ter chegado ao arquipélago há pouco tempo, mas lhe passou uma sensação de bastante perigo.

Bastante perigoso? Será a mesma pessoa que, junto com «o Flamejante» Danitz, matou «o Aço» Maiviti e seu bando? Será o que se disfarçou de Elaine e atacou o capitão? A mente de Misoer Kim fez a conexão imediatamente, e ele perguntou em voz baixa:

— Tem uma foto ou retrato dele?

Ozul fez sinal para um subordinado, pegou um papel que este lhe entregou e disse:

— Tem. Usamos um ritual para que o «Olho Azul» Mis desenhasse a aparência daquele aventureiro desconhecido. Sabe, para se firmar no submundo de Bayam, não é como ser um pirata de sucesso, você precisa de pessoal auxiliar. Ai, para contratá-los, gastei um montão de dinheiro.

Fim do capítulo 602