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Lord of the Mysteries · Capítulo 500

Capítulo 498: O Muro de Recompensas

15 de maio de 2019 · 5 min de leitura · 942 palavras

Depois de terminar a história do tesouro que inspirou gerações de aventureiros a se lançarem ao mar, o cozinheiro também assou a carne da barriga do homem-peixe.

Ela apresentava uma cor branca cozida, com algumas manchas queimadas, coberta de pequenas partículas marrons e brilhando com óleo.

Os temperos aplicados repetidamente haviam penetrado na textura da carne, criando um efeito visual tentador.

— Este peixe assado é diferente do que vocês costumam comer — disse Airlan, apontando para o prato de porcelana branca que o cozinheiro havia colocado.

, com faca e garfo na mão, disse ansiosamente: — Eu adoro peixe assado com mel!

— Mas isso também é muito tentador.

Peixe assado com mel... Quanto mel seria necessário... Vou experimentar se tiver oportunidade... Deve ser gostoso... Klein ficou pensativo.

Com um cozinheiro, eles não precisavam mais fazer eles mesmos, e observavam com expectativa enquanto fatias de peixe eram cortadas, colocadas em pratos diferentes e empurradas para a frente deles.

Klein era muito sério em sua atitude em relação à comida. Ele não se apressou em atacar o peixe, mas primeiro pegou a xícara e bebeu um gole de chá preto, usando o líquido levemente ácido para limpar o sabor residual da boca.

Depois de fazer isso, ele espetou uma fatia de peixe e a colocou na boca.

Num instante, ele sentiu os sabores ligeiramente picantes de cominho, manjericão e outras especiarias, que abriram completamente suas papilas gustativas.

Em seguida, explodiram simultaneamente o sabor suculento da carne, o salgado levemente adstringente do sal marinho e o refrescante agridoce do limão, entrelaçando-se e ecoando em sua boca, provocando saliva.

Ao mastigar, sob a gordura derretida, a última resistência do peixe se rompeu em fios, revelando a beleza da própria carne e um leve dulçor.

Klein engoliu o peixe, lembrou-se de um programa de culinária que viu em sua vida anterior e escolheu o comentário que melhor combinava com a sensação: — Muito bem estruturado, excelente!

— Ha ha, seu tom e palavras são como os de um gourmet — brincou Airlan.

Donna balançou o garfo e acrescentou: — Tio, talvez você devesse abrir uma coluna no jornal para avaliar diferentes restaurantes e diferentes comidas.

Eh, por que nunca pensei nessa ideia?... Este é um trabalho que dá para ganhar dinheiro escrevendo e provar comidas deliciosas! O único problema é que uma pessoa gorda não pode ser um palhaço ágil... Usar o método de vomitar? Que desperdício de comida! Klein considerou seriamente a sugestão de Donna.

— Por esta noite maravilhosa!

Quando a comida estava quase acabando, Airlan serviu um pouco mais de vinho de sangue Sonia e, com o rosto corado, levantou o copo.

Klein e os outros, também de bom humor, ecoaram: — Por esta noite maravilhosa.

Eles beberam sucessivamente o líquido restante em seus copos e observaram o garçom limpar a mesa e limpar o convés.

No vento frio, eles conversaram mais um pouco, tocando no tema das sereias, que mais interessava a Donna.

Crevice disse à menina que, em algumas lendas, as sereias também são chamadas de serpentes marinhas. Elas usam seus cantos para atrair humanos, não por diversão, mas para caçar. Além da possível encontro com essas criaturas na rota das Ilhas Gargas para o fundo do Mar Sonia, também há algumas chances de descobri-las nos mares ainda inexplorados e cheios de perigos. No entanto, tudo isso vem das fanfarronadas bêbadas de alguns piratas, todos os quais evitam a questão de como escaparam do canto das sereias, então não são muito confiáveis.

De qualquer forma, isso pelo menos aponta uma direção possível... Klein anotou o que eles discutiram.

— Donna, Danton, é hora de voltar. Amanhã vocês têm que acordar cedo para tomar café da manhã com seus pais — disse Cecil, olhando a posição da lua.

— Tudo bem — Donna se levantou relutantemente.

Danton perguntou apressadamente: — Eu, eu posso me tornar um aventureiro?

Sua mente havia sido capturada pela caçada anterior e pelas lendas que acabara de ouvir.

Crevice foi até ele, deu um tapinha em seu ombro e disse: — Antes de fazer essa pergunta, você precisa de pelo menos cinco anos de treinamento em combate e aquisição de conhecimento. Acho que seu pai vai contratar bons tutores para você.

— Hum! — os olhos de Danton se iluminaram, e ele assentiu vigorosamente.

Daqui a cinco anos, quando você crescer, provavelmente não vai mais querer ser um aventureiro que pode acabar no fundo do mar... A abordagem de Crevice é muito experiente, não recusou diretamente, mas deu esperança, deixando o tempo desgastá-la, evitando assim a rebelião repentina da criança... De qualquer forma, aprender uma arte marcial nunca faz mal a ninguém... Klein colocou as mãos nos bolsos, pensando com apreço.

No caminho de volta para a cabine, Crevice entregou duas notas de 5 libras para Klein: — Sua recompensa.

Ele acabara de receber 150 libras de Airlan pelo homem-peixe inteiro.

— Eu não fiz nada — Klein recusou instintivamente.

Crevice o examinou com seus olhos azul-claros e disse gravemente: — Você libertou Cecil e cuidou das crianças.

Cuidar das crianças? Klein sentiu vontade de rir, mas finalmente pegou as duas notas e fez um triângulo no peito: — Você é mais generoso do que eu imaginava. Obrigado.

Ele parou de recusar porque de repente entendeu um problema: se não aceitasse as 10 libras, aos olhos de um aventureiro experiente como Crevice, isso significaria que não estava satisfeito com o preço, tentando conseguir mais, e poderia atacá-los a qualquer momento — entre aqueles que se autodenominam aventureiros, loucos gananciosos não são raros!

Vendo Gehrman Sparrow guardar as notas, Crevice desviou o olhar e disse com expressão impassível:

Fim do capítulo 500