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Lord of the Mysteries · Capítulo 455

Capítulo 454: "Degraus" (Pedir bilhete mensal)

31 de março de 2019 · 4 min de leitura · 795 palavras

Do lado de fora do luxuoso quarto cheio de antiguidades na Mansão Rosa Vermelha.

Klein estava parado na porta, interrogando a sexta empregada que havia encontrado naquele dia.

A jovem empregada usava um vestido preto e branco de empregada característico da época. Ela era bonita, no auge da juventude, e seu cabelo castanho tinha um ondulado natural, dando-lhe um ar brincalhão.

— Com quem o Sr. Talim costuma se encontrar quando vem visitar? — repetiu Klein sua pergunta anterior com uma expressão vazia.

A empregada respondeu quase sem pausa: — O Sr. Talim geralmente pede uma audiência com Sua Alteza, ou o acompanha para montar a cavalo, ou discutem assuntos. Se Sua Alteza não estiver, ele se encontra com aquela jovem senhorita. Eles são bons amigos, e o mordomo permite.

Talim é bom amigo da plebeia de quem o príncipe Edsac gosta? Eles se encontram em particular de vez em quando? Ele deve estar tentando convencê-la a ir embora, para não afetar a reputação do príncipe… Klein assentiu pensativamente: — Eles, quero dizer, sobre o que o Sr. Talim e aquela jovem senhorita conversam?

Ao fazer essa pergunta, Klein não pôde deixar de lembrar do comportamento apaixonado de Talim de um tempo atrás. Confiando em sua rica "experiência" da era da informação, ele inexplicavelmente imaginou uma história de amor extremamente melodramática.

A empregada não tinha medo do grande detetive. Ela sorriu e balançou a cabeça: — Nesses momentos, pedem para todas nós sairmos do quarto.

Isso… Klein ficou ainda mais incapaz de conter sua imaginação, até pensou que a cartola e o capacete do príncipe Edsac precisavam de um novo revestimento.

Antes que ele pudesse perguntar novamente, a empregada riu baixinho: — Detetive Moriarty, se quiser saber exatamente sobre o que aquela jovem senhorita e o Sr. Talim conversaram, pode perguntar diretamente a ela.

— O velho mordomo não permite. — Klein, sem se envergonhar, levantou um escudo para aparar as flechas.

Ele então sorriu: — Você parece saber mais do que os criados anteriores. Você até sabe me chamar de Detetive Moriarty.

A empregada olhou ao redor e, mantendo o sorriso, disse: — Porque eu atendo aquela jovem senhorita em rodízio. Ela sempre quis conhecê-lo, Detetive Moriarty. Afinal, ela era uma boa amiga do Sr. Talim e se importa muito com a morte dele.

— Infelizmente, ela sempre acaba perdendo você.

— Sempre? — Klein era muito sensível a palavras como "sempre", "acontecer de" e "perder".

A empregada assentiu seriamente: — Quando Sua Alteza o convidou pela primeira vez, ela deliberadamente fez birra para ter a chance de conhecê-lo enquanto descia para passear. Quem diria que você sairia tão apressadamente.

— Depois, ela se ofereceu para ir ao túmulo do Sr. Talim no lugar do príncipe, mas como não sabia sua aparência, não conseguiu encontrá-lo.

— E hoje, ela exatamente foi para o campo de golfe nos fundos montar a cavalo para espairecer. Caso contrário, mesmo que o mordomo não permitisse, ela teria encontrado uma maneira de vê-lo.

Que coincidência… Assim que Klein suspirou, de repente ele captou um ponto chave: No dia do funeral de Talim, foi a plebeia de quem ele gostava quem foi oferecer os sacrifícios em nome do príncipe!

E o que mais incomodou Klein naquele dia foi aquela senhora com um véu preto e um anel de safira. Era muito provável que ela possuísse um Artefato Selado de Grau 0, ou ela mesma fosse uma existência poderosa do mesmo nível!

De repente, uma cena passou pela mente de Klein: Aquela mulher com o vestido preto pesado e um anel de safira no dedo mindinho, acompanhada por duas empregadas, afastando-se lentamente…

Uma das duas empregadas tinha cabelo castanho ondulado…

A imagem daquela empregada se sobrepôs rapidamente à empregada diante de Klein, coincidindo perfeitamente!

O corpo de Klein se tensionou de repente, gotas de suor brotaram em suas costas, mas sua expressão não mudou em nada.

Usando suas habilidades de "Palhaço", ele fingiu estar relembrando e perguntou com um sorriso: — No dia do funeral de Talim, você acompanhou aquela jovem senhorita?

A empregada respondeu com indiferença: — Sim.

…Caralho, era ela! Klein manteve o sorriso: — Bem. Próxima pergunta.

Ele continuou perguntando sobre outras coisas como se nada tivesse acontecido, então mudou para outro criado.

No entanto, Klein encurtou secretamente o processo e acelerou o ritmo.

Ele tinha que sair da Mansão Rosa Vermelha antes que aquela jovem senhorita voltasse do seu passeio a cavalo!

Às quatro horas da tarde, quando o céu ainda não havia escurecido, Klein se despediu muito antes do previsto e pegou a carruagem enviada pelo velho mordomo para voltar à cidade.

Sentado dentro da carruagem, encostado nas paredes revestidas de seda e tecido, ele finalmente suspirou aliviado e teve energia para refletir sobre tudo aquilo.

Fim do capítulo 455