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Lord of the Mysteries · Capítulo 414

Capítulo 413: A Carta

17 de janeiro de 2020 · 5 min de leitura · 992 palavras

Ao pensar na possibilidade do dono do Cão Demoníaco, Klein imediatamente mudou sua estratégia e contou em detalhes como havia conhecido através do caso de assassinatos em série.

Ele também mencionou voluntariamente como Isengard Stanton havia organizado um grupo de detetives para investigar os assassinatos e como eles receberam com sucesso parte da recompensa.

— Naquele caso, embora eu apenas tenha dado algumas ideias, bem, no jargão técnico da indústria de detetives particulares, forneci opiniões de consultoria, o Sr. Stanton ainda considerou minha contribuição a maior, então recebi a maior recompensa — concluiu Klein.

Os dois policiais encarregados do interrogatório rabiscaram essas declarações e perguntaram se alguém poderia confirmar o que havia sido dito. Klein deu os nomes e endereços de detetives particulares como Stuart e Caslana.

— Muito bem, Sr. Moriarty. Suas respostas são bastante detalhadas — disse um dos oficiais, parando a caneta-tinteiro para perguntar —. Quanto tempo o senhor ficou na casa de Isengard Stanton hoje? Quero dizer, desde o momento em que entrou até o momento em que o descobrimos.

Klein pensou por um momento, sem consultar a opinião do Sr. Jürgen, e respondeu diretamente:

— Cerca de dois a três minutos.

Ele estava declarando sua verdadeira percepção pessoal.

O outro oficial levantou uma sobrancelha.

— Vários moradores próximos podem confirmar que o senhor entrou na casa de Isengard Stanton por volta das 14h10, e chegamos ao local às 14h28. Isso significa que o senhor ficou dentro da casa por cerca de dezoito minutos, não dois ou três!

O que exatamente o senhor estava fazendo durante todo esse tempo? Por que não saiu ou chamou a polícia?

*Dezoito minutos haviam se passado?* Klein franziu a testa de repente.

Ele sentiu que o confronto com aquele olhar silencioso havia durado no máximo um minuto. Como dezoito minutos inteiros haviam se passado?

Aquela sensação estranha de estar sendo observado distorceu minha percepção do tempo, ou foi outra coisa? Era a habilidade de Além do outro? Se realmente era o dono do Cão Demoníaco, ele era pelo menos Sequência 6, e provavelmente Sequência 5... Enquanto Klein refletia confuso, Jürgen se inclinou para a frente, pronto para acusar os policiais de induzirem a testemunha.

Não era um argumento muito forte; ele só queria interromper o ritmo do interrogatório e adiar aquela pergunta claramente desvantajosa.

Naquele momento, Klein levantou a mão e esfregou a testa.

— Tudo o que acabei de dizer é verdade. Na minha percepção pessoal, só fiquei na casa do detetive Isengard Stanton por dois a três minutos.

Ele enfatizou:

— Sim, na minha percepção pessoal.

Os dois oficiais trocaram olhares e anotaram isso.

Após um breve silêncio, o oficial que havia feito a pergunta disse:

— Durante aqueles dezoito minutos, um servo que havia saído voltou e tocou a campainha. Como ninguém atendeu, ele olhou pela janela saliente e viu os restos mortais espalhados pelo chão e o senhor parado na porta da sala de estar.

Ele ficou aterrorizado e correu para a delegacia para denunciar o caso. Muitos transeuntes e alguns moradores podem confirmar isso.

Klein ignorou o sinal do advogado Jürgen e balançou a cabeça por conta própria.

— Não ouvi a campainha.

Os dois oficiais trocaram olhares novamente e simplesmente anotaram isso sem comentários.

Eles então fizeram algumas perguntas sobre outros detalhes. Klein, que não tinha feito nada e não tinha culpa ou remorso, respondeu a todas com sinceridade.

Perto do final, ele não pôde deixar de perguntar com preocupação:

— Encontraram o detetive Isengard Stanton? Não vi um cadáver na sala de estar, então ele deve estar vivo, certo...

Um oficial bateu na mesa com sua caneta-tinteiro.

— Isso também é algo que nos deixa perplexos. A casa inteira só mostra sinais de luta na sala de estar, e as janelas estavam bem fechadas, sem serem abertas por muitos dias. O senhor sabe como isso é normal em durante o outono e o inverno.

O atacante e o Sr. Isengard Stanton saíram estranhamente daquele cômodo, e não sabemos para onde foram. Não encontramos nenhuma pista no resto da casa ou na área ao redor. Nem sequer encontramos sangue.

Antes que Klein pudesse falar, ele mesmo respondeu:

— O senhor deve estar pensando na porta da sala de estar e na porta da frente, mas muitos confirmaram que não houve sinais de perseguição nas proximidades, nem ninguém saiu com um refém ou um cadáver.

Talvez os eventos realmente tenham acontecido no meio da noite? Talvez eles possam atravessar paredes? Klein silenciosamente ofereceu outras possibilidades em sua mente e orou silenciosamente:

Que a Deusa abençoe o detetive Isengard Stanton para que ele escape desta calamidade.

— A Deusa da Noite Eterna é a Imperatriz da Calamidade e do Medo.

O interrogatório terminou, e Klein foi levado para uma sala pequena. O departamento de polícia enviou alguém para acompanhar o advogado Jürgen até a Rua Minsk, 15, para recuperar a carta como prova.

O assunto se arrastou até o anoitecer, quando finalmente foi concedida a fiança a Klein. O valor era de 50 libras.

— É muito mais caro do que da última vez. Um detetive particular comum teria dificuldade em conseguir esse dinheiro em tão pouco tempo — Klein reclamou com o advogado Jürgen ao ajustar a gola do seu sobretudo de lã nos portões da Delegacia de Polícia de Hissack.

Jürgen manteve sua expressão profissional e séria.

— A situação da última vez era a seu favor. Desta vez, muitas suspeitas apontam para você.

Ele parou uma carruagem e virou a cabeça seriamente para olhar para Klein.

— Sherlock, sou seu advogado. Antes de responder às perguntas da polícia, é melhor termos algum tipo de comunicação, mesmo que seja apenas com o olhar.

Não saia falando achando que não há problema. Uma pessoa comum sem treinamento pode facilmente deixar brechas em suas palavras.

*Isso... já estou acostumado a inventar histórias e resolver problemas sozinho...* Klein relembrou o ocorrido e soltou duas risadas secas.

Fim do capítulo 414