No salão frio e gélido, Klein estremeceu subitamente, desviou o olhar e disse à guarda-costas:
— Vamos embora.
Pelo que o apito de bronze de Azik havia demonstrado antes, era muito provável que no quarto mais ao fundo existisse uma assombração maligna aterrorizante, cujo nível de perigo era, com toda certeza, superior ao do "Mestre dos Bonecos"
A guarda-costas virou a cabeça e lançou-lhe um olhar, perguntando sem nenhuma emoção no olhar:
— E depois?
E depois? Klein cerrou discretamente os dentes, escolhendo as palavras com cuidado:
— Deixe Miller Carter chamar a polícia. Quem sabe quando aquela assombração maligna conseguirá se libertar? Quanto antes resolvê-la, melhor. Não, não, o senhor Carter não sabe muita coisa. Dessa forma de relatar, o departamento de polícia não daria atenção suficiente. O primeiro grupo a ir explorar e inspecionar sofreria muitas baixas, e poderia até indiretamente ajudar a assombração maligna a se libertar. Além disso, ao verem essa estátua, eu, como investigador, poderia ser silenciado... Hum... Você viu os ossos brancos e o brilho espiritual dentro do quarto?
A guarda-costas lançou novamente o olhar para o corredor escuro e sinistro atrás da pedra semi-aberta e assentiu levemente.
Klein, com os pensamentos voando, disse:
— Eu suponho que todos aqueles são os corpos de exploradores anteriores. Eles foram mortos pela assombração maligna naquele quarto. Entre eles, um Transcendente deixou para trás artefatos mágicos. Isso pode estar relacionado à família do barão que originalmente residia na casa lá de fora. Pretendo descobrir o sobrenome deles, ir à biblioteca pesquisar registros e visitar seus descendentes para ver se posso obter pistas úteis.
— Depois de determinar a situação inicial, farei uma escolha com base na gravidade. Pode ser que eu consiga uns explosivos e destrua a porta, impedindo que outros entrem, ou posso enviar uma carta anônima ao departamento de polícia, descrevendo detalhadamente a existência da assombração maligna. No entanto, isso deve ser planejado com antecedência para evitar riscos.
— Nada disso é muito urgente. Podemos ir com calma.
A guarda-costas ouviu em silêncio, olhando para frente, e disse com um tom vago:
— Você não considera organizar um grupo para purificar aquela assombração maligna?
— Mesmo que não haja artefatos mágicos deixados para trás, apenas as partes residuais após a dissolução da assombração maligna já seriam suficientemente valiosas.
É a primeira vez que eu te vejo falar tanto... Provavelmente... Klein respondeu sem hesitar: — O risco é alto demais. Eu acho que minha vida e minha saúde são mais importantes.
Ele organizou as palavras e acrescentou:
— O mais forte que conheço é você. E pelo que demonstrou antes, parece que você também não seria páreo para aquela assombração maligna. Não consigo imaginar, além de chamar a polícia, alguma outra forma de resolvê-la.
A guarda-costas virou o corpo, seu rosto pálido ligeiramente translúcido.
— Você ainda tem racionalidade — ela avaliou com calma e indiferença, e em seguida flutuou em direção à saída do antigo salão.
Exceto pela suspeita de ter sido influenciado pelo "Verdadeiro Criador", em que eu pareço um louco? Klein comentou mentalmente, segurando a lamparina e a bengala, seguindo de perto a guarda-costas. Durante todo o processo, ele sentiu-se constantemente observado por um olhar gélido vindo do corredor escuro.
Somente ao sair por aquele portão de pedra com uma aura de tempos remotos é que essa sensação desapareceu abruptamente.
Klein virou-se, fechou a porta, selando dentro dela o candelabro invertido, as marcas como golpes de faca e a estátura estranha dos seis deuses, deixando-os continuar a "dormir" na escuridão e no silêncio imutáveis de milhares de anos.
Bateu o pó das roupas, trocou a lamparina de mão e depois caminhou rapidamente de volta ao porão de Miller Carter, enquanto a guarda-costas já havia desaparecido habituadamente no ar.
Miller Carter caminhava pelo porão, e ao ver Klein sair, apressou-se a perguntar:
— Como foi? O que tem lá dentro?
Klein já havia preparado suas palavras e expressou uma aparência de medo retrospectivo:
— Muito ruim. Há muitas serpentes e muitos trechos desabaram. Pretendo reunir informações, juntar um grupo de pessoas, me preparar e fazer uma segunda exploração. Durante esse período, o senhor não deve enviar ninguém para dentro. Acredite em mim, há mais serpentes venenosas do que o senhor imagina.
O velho senhor Miller respirou levemente e perguntou, um pouco apavorado:
— Elas vão nadar até aqui?
— O senhor conhece algum profissional especializado em lidar com serpentes?
Klein assentiu imediatamente: — Vou encontrar alguém para cooperar e resolver isso da melhor forma possível. Agora já é outono frio e as serpentes não querem se mover. Enquanto o senhor não enviar ninguém para perturbá-las, não haverá problemas.
— Muito bem, por favor seja rápido. Durante esse período, vou trancar esta porta e não deixar ninguém entrar — ouvindo isso, Miller relaxou um pouco.
Klein, vendo que suas palavras verdadeiras mas incompletas tinham surtido efeito no empregador, colocou a lamparina no chão, ajustou os óculos dourados e disse:
— A seguir, vou reunir informações e primeiro determinar inicialmente a disposição daquele complexo subterrâneo antes de fazermos a exploração.
— Preciso que o senhor me diga qual era o barão que originalmente possuía essa casa.
Miller havia comprado aquela construção justamente pelo nome da antiga propriedade de um nobre e respondeu imediatamente:
— O Barão Pond.
— O que o senhor sabe sobre ele e sua família? — Klein perguntou, assumindo uma postura profissional.
Miller refletiu por um momento: