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Lord of the Mysteries · Capítulo 243

Capítulo 242: Linguagem Imunda

31 de agosto de 2018 · 4 min de leitura · 863 palavras

O ambiente na sala de estar iluminada por uma única vela estava silencioso como se tivesse se solidificado.

Alguns segundos depois, o homem suspeito de ser o Sr. Boticário resmungou: — Por que você não deixou um endereço? Assim eu poderia pelo menos conseguir algo do seu cadáver.

Aparentemente uma maldição, mas na verdade um conselho… Klein fingiu não entender e, olhando para a Cobra Negra, disse: — Se eu não apostar, não tenho chance de sobreviver. Se eu apostar, pelo menos ainda há um fio de esperança.

— Não vou ficar sentado esperando a morte chegar.

Ao ouvir isso, o velho Olho da Sabedoria, que estava prestes a falar, fechou a boca porque não podia oferecer nenhuma outra esperança.

— Eu admiro muito essa sua atitude! — a Cobra Negra riu alto.

— Eu também admiro. Tive vários amigos com essa mesma atitude. Agora vou colocar um buquê de flores em seus túmulos todos os anos — murmurou baixinho o homem suspeito de ser o Boticário, aparentemente concordando mas secretamente zombando e, na verdade, dando um conselho.

Ele não se importava que a Cobra Negra fosse mais forte que ele, dizia o que queria.

O Sr. Boticário deve ter sofrido perdas por causa do seu temperamento… Klein agradeceu silenciosamente.

Ele entregou a cigarreira de ferro contendo a Característica Milagrosa do Caçador ao atendente que o havia levado até lá, observando-o caminhar até o Olho da Sabedoria.

O velho contou 400 libras em dinheiro da mala de couro ao seu lado e mandou o atendente dar à Cobra Negra.

A Cobra Negra olhou de relance e disse: — Confio no Sr. Olho da Sabedoria.

Ele tirou uma pequena caixa de madeira do peito, abaixou-se, colocou-a no chão e empurrou-a com força, fazendo o objeto deslizar até Klein, sem passar pelo atendente.

Assim que os dedos de Klein tocaram a superfície da caixa, ele imediatamente experimentou uma leve alucinação auditiva e uma tontura causada por uma forte sacudida.

Para ele, isso não era algo difícil de suportar; sua intensidade era ainda menor do que as vozes ilusórias trazidas pelas orações de Justiça e dos outros.

Depois de se endireitar novamente, Klein abriu cuidadosamente a caixa de madeira e viu uma "orelha" dentro!

A orelha parecia incrivelmente real, exceto que a pele era escura, com vários pontos apodrecidos e escorrendo pus verde.

— Como eu uso isso? — perguntou Klein.

A Cobra Negra respondeu com indiferença: — Segurá-lo sem luvas já é usá-lo. Heh, é melhor você tentar em casa, quando estiver sozinho.

Klein não perguntou mais, fechou a caixa e a guardou no bolso, e forçou um sorriso amargo: — Isso dá tontura.

Após um breve silêncio, o homem suspeito de ser o Boticário gritou de repente: — Quero comprar cristais medulares da Fonte dos Elfos! Alguém tem?

Sua voz ecoou, mas ninguém respondeu.

O Boticário estalou os lábios e resmungou: — Sério, nunca tem quando pergunto.

— Talvez você possa reservar uma passagem de navio para a Ilha Sonia — brincou o velho Olho da Sabedoria com um sorriso.

A "Fonte dos Elfos" também é conhecida como a "Fonte Dourada de Sonia", então pelo nome já se sabe onde é produzida. A água da Fonte dos Elfos é comum, pois é uma substância altamente espiritual, mas os cristais medulares são um material milagroso, não é tão fácil comprá-los.

Depois disso, mais algumas negociações fracassaram no encontro. O velho Olho da Sabedoria bateu palmas e disse: — Por hoje é o suficiente. Como de costume, saiam um por um, com um intervalo de três minutos entre cada um.

Sair um por um… um intervalo de três minutos… Klein recebeu a dica do Olho da Sabedoria, levantou-se e, guiado pelo atendente, saiu da sala de estar e chegou à porta principal.

Ele tirou o manto com capuz, devolveu-o ao atendente, e então, seguindo o caminho que lembrava, retornou à porta dos fundos do Bar dos Valentes, removeu a máscara de ferro, atravessou a cozinha e, em meio ao barulho de cães latindo e homens gritando, viu Caspars parado do lado de fora da sala de cartas.

— Estou aliviado que você voltou — disse o velho de nariz vermelho, suspirando aliviado. A horrível ferida em seu rosto pareceu tremer.

Klein se aproximou e baixou a voz: — Vai ter mais encontros como este depois?

— Parece que você não conseguiu o que queria. Pela Tempestade, acho que não é necessário você perder mais tempo. — Caspars olhou para o cliente problemático. — Talvez daqui a alguns dias. Não sei os detalhes. Depende se você consegue chegar a tempo.

Klein assentiu e mudou de assunto: — está aqui?

— Você vai tentar convencê-lo? Não, isso só vai irritá-lo! — avisou Caspars em tom grave. — Ele está na sala de cartas logo atrás de você.

Não, eu não pretendo convencê-lo, quero ficar o mais longe possível dele para que seu cadáver vivo não se rebele… Klein tocou o apito de cobre de Azik no bolso e disse: — Entendi.

Ele saiu imediatamente do Bar dos Valentes, deu uma volta até o apartamento de um cômodo no Distrito Leste, e só então retornou à Rua Minsk.

Fim do capítulo 243