Bip, bip, bip. O receptor no escritório do capitão de repente se agitou, como se estivesse prestes a chegar um novo telegrama.
Mas Klein e Leonard não conseguiam desviar um pingo de atenção. Seus olhos estavam vermelhos, enquanto contavam silenciosamente os pulsos do ponteiro dos segundos:
— Dez. — Nove. — Oito.
……
Nesse momento,
— Você quer matar meu filho! — Você quer matar meu filho!
Bum! Enquanto aquela voz terrivelmente estridente ecoava, Klein sentiu como se um martelo pesado tivesse batido em sua cabeça. Ele de repente perdeu a conta, com uma forte dor de cabeça e tontura.
Sua visão foi instantaneamente tingida de vermelho sangue, e um líquido parecia escorrer incontrolavelmente de seu nariz.
Ele olhou instintivamente para o lado e viu que os olhos, nariz e boca de
"Provavelmente estou assim também..." Klein retomou bruscamente seus pensamentos, continuou a contar de onde parou, pulando ativamente dois segundos:
— Cinco. — Quatro.
……
Em meio àqueles gritos terrivelmente estridentes, os profundos olhos cinzentos de Dunn Smith se encheram de sangue, cada veia claramente visível.
As veias em seu rosto também incharam, uma após a outra como cobras venenosas, e um fluxo de líquido carmesim fluiu de seus ouvidos.
Mas ele não desmaiou. Sua mão direita hesitou por apenas um segundo, então, impulsionada por uma imensa força de vontade, pressionou a urna de cinzas de Santa
Dentro havia uma escuridão profunda, e naquela escuridão, brilhantes grãos de areia. A cena era fantasticamente bela, como se o céu noturno estrelado tivesse sido colocado dentro da caixa.
O ambiente escureceu subitamente, uma profunda escuridão envolveu todo o salão de recepção, e no ar ondearam inúmeros fios negros, frios e escorregadios.
Elas avançaram para Megose, envolvendo-a e enlaçando-a quase instantaneamente.
Não era como teia de aranha, mas sim como os tentáculos de alguma criatura desconhecida!
O olho direito de Megose já havia sido arrancado por ela mesma, pendurado sob a órbita por fios ensanguentados. Ela encarou Dunn Smith e gritou alto:
— Você deve morrer!
Bum! Dunn foi arremessado por uma força invisível, batendo violentamente contra a parede oposta. A parede rachou e tijolos voaram para todos os lados.
Ele cuspiu uma golfada de sangue, mas suas mãos ainda seguravam a urna de cinzas de Santa Selena, segurando-a com força, sem deixá-la cair no chão.
Os inúmeros fios negros, frios e escorregadios apertavam-se cada vez mais, mantendo Megose firmemente presa no lugar. Nem as chamas repentinas cobertas de "manchas de mofo", nem o líquido blasfemo que a pele de Megose secretava, conseguiam causar-lhes o menor dano.
— Três! — Dois! — Um!
Klein e Leonard saíram disparados de trás da divisória ao mesmo tempo. Um segurava uma fina lâmina de ouro quente na mão, enquanto o outro já havia enrolado o "Ladrão de Vasos" em seu pulso esquerdo, estendendo os cinco dedos em direção a Megose.
Megose, que quase deixara de se parecer com um ser humano, lutava desesperadamente. Em ambos os ombros, massas de carne, misturadas com vasos sanguíneos e veias, inchavam, redondas como cabeças de crianças.
Nessas "cabeças", rachaduras se espalhavam rapidamente, como se estivessem prestes a se transformar em olhos.
Megose sentiu o perigo de repente e abriu bem a boca, rasgando os cantos dos lábios até as orelhas.
Ela ia amaldiçoar cada inimigo que ousasse ferir seu filho com as "Palavras de Blasfêmia"!
Naquele momento, os dedos da mão esquerda de Leonard se fecharam de repente, e seu pulso girou meia volta.
Seu rosto pálido corou da cor do fígado, e as veias em seu rosto incharam como pequenos vermes venenosos.
"..." As "Palavras de Blasfêmia" de Megose ficaram presas em sua garganta, cortadas abruptamente.
Ela parecia ter perdido de repente a capacidade de falar, a capacidade de amaldiçoar os outros.
Klein aproveitou esta oportunidade e, em voz baixa, pronunciou uma palavra em
— Luz!
Faça-se a luz!
Ele sentiu instantaneamente a fina lâmina de ouro coberta por padrões misteriosos em sua palma ficar escaldante, e viu que ela emitia uma luz ofuscante, como se tivesse se transformado em um pequeno sol.
Em seguida, Klein infundiu a maior parte de sua espiritualidade nele e arremessou este "Amuleto Solar" na Megose imobilizada!
O salão de recepção foi instantaneamente iluminado, a escuridão e a penumbra desaparecendo ao mesmo tempo. Os fios negros que envolviam Megose se retraíram de repente, como se instintivamente evitassem algo.