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Lord of the Mysteries · Capítulo 1342

Capítulo 1333: Susto à meia-noite

17 de janeiro de 2020 · 4 min de leitura · 858 palavras

—Por que o documento confidencial que estou escoltando menciona ?

—O que há de especial neste lugar?

—…

Os pensamentos se sucediam na mente de Wendell, com um zumbido ecoando em seus ouvidos.

Naquele momento, ele se sentia como se tivesse acabado de relaxar após um esforço mental excessivo, como se estivesse prestes a ficar doente.

Wendell forçou-se a se acalmar e repassou cuidadosamente cada experiência desde que chegou a Utopia. Todos os detalhes pareciam normais, coisas que poderiam acontecer na vida cotidiana.

A única coisa que o preocupava era que sua chegada tinha sido muito casual: uma tempestade forçando um trem a vapor a fazer uma parada não programada era comum, mas o fato de aquela parada estar relacionada ao documento confidencial que ele carregava não era coincidência.

Wendell olhou sombriamente para o documento sobre a mesa, hesitando em abri-lo e lê-lo com atenção.

Talvez apenas mencionasse “Utopia” de passagem, e suas ações violariam gravemente a disciplina interna. Talvez fosse um relatório de algum agente de inteligência sobre uma investigação secreta de Utopia, cujo conteúdo determinaria sua vida ou sua morte… Após hesitar, Wendell olhou para a noite profunda do lado de fora da janela e estendeu a mão para o documento.

Só vivendo poderia se preocupar com a punição depois!

Decidido, Wendell rapidamente rasgou o envelope de papel e folheou as páginas datilografadas.

Enquanto lia, suas mãos começaram a tremer levemente, sentiu um calafrio nas costas, e nem a lareira acesa a carvão podia aquecê-lo.

Por onde quer que olhasse, o relatório confidencial indicava que algo estava errado com Utopia, que toda a cidade era suspeita.

Talvez nem fosse uma cidade existente no mundo real!

Wendell ficou com a boca seca, e pareceu ouvir os passos da Morte arrastando sua foice, aproximando-se lentamente.

Seu instinto era pular, mas conseguiu se controlar e não fez movimentos bruscos.

Porque sentia que inúmeros olhos o observavam da escuridão atrás da janela, dos quartos no andar de cima, do corredor perto da porta.

O que fazer? Até agora nada anormal aconteceu… Isso significa que se eu não souber de nada, talvez veja o amanhecer são e salvo… Já vi muitos materiais mostrando que revelar precipitadamente que se sabe da estranheza ao redor só faz o perigo explodir mais cedo… Mas também não posso ficar parado e deixar a sorte decidir… Lembrando-se dos perigos passados, Wendell rapidamente tomou uma decisão.

Ele voltaria imediatamente para o trem a vapor, para de certa forma deixar Utopia.

— Lá pelo menos a maioria das pessoas era normal, enquanto na cidade o perigo estava em toda parte.

Claro, não podia simplesmente sair correndo. Precisava se comportar com normalidade suficiente para que sua saída do hotel no meio da noite e seu retorno à estação parecessem ter outro motivo, não por pânico.

Em meio aos pensamentos, Wendell guardou o relatório confidencial, levantou-se calmamente, vestiu o sobretudo e o chapéu.

Então, com a mala em uma mão e o guarda-chuva na outra, caminhou tranquilamente até a porta e girou a maçaneta.

O corredor estava escuro, apenas algumas luminárias de parede a gás de cada lado forneciam uma luz fraca, adicionando um toque humano a um ambiente tão silencioso que se podia ouvir um alfinete cair.

Quando Wendell entrou no corredor, o assoalho rangeu ligeiramente, e o som se espalhou longe na noite fria e silenciosa.

Franzindo levemente a testa, Wendell andou para frente como se nada fosse, aproximando-se da escada no meio do corredor.

Ele andava sem medo, sem se esconder.

Quando estava quase na escada, ouviu um rangido atrás de si.

— Senhor, aonde vai? — perguntou uma voz masculina entrecortada.

Wendell ficou paralisado, virou-se lentamente e viu a porta do «quarto de serviço» aberta, com um empregado parado na sombra da entrada.

Rapidamente esboçou um sorriso e disse calmamente:

— Esqueci algo importante no trem a vapor, tenho medo que alguém pegue, então tive que voltar agora.

Acrescentou em voz baixa:

— Houve um assassinato no hotel, não quero ficar aqui, não consigo dormir.

— Sinto muito — disse o empregado, inclinando-se ligeiramente.

— Não vou contar a ninguém — prometeu Wendell, assentiu e, sem demora, virou-se e foi para a escada.

Talvez por causa da luz fraca da noite, ele andava com muito cuidado, cada passo como se estivesse à beira de um precipício.

Um, dois, três… sempre alerta ao empregado atrás, Wendell finalmente chegou ao térreo.

O saguão do hotel estava vazio, todos os objetos escondidos na escuridão, mal iluminados por alguma luz externa, parecendo monstros prontos para devorar uma presa.

Wendell olhou em frente, atravessou o saguão sombrio e chegou à porta.

Assim que saiu, ouviu um sussurro atrás, como de ratos se movendo, ou de alguém se aproximando com passos leves.

A nuca gelou, mas ele conteve o impulso de correr, ergueu o olhar com naturalidade para o céu onde a chuva havia parado.

Então respirou o ar frio e limpo, orientou-se e caminhou em direção à estação de trem.

Seu passo acelerou gradualmente, como se tivesse um pouco de medo da noite e quisesse terminar o trajeto o quanto antes.

Enquanto andava, pelo canto do olho, Wendell viu uma placa:

Fim do capítulo 1342