— Ha, ha, como é que se pode saber à primeira vista se alguém é forasteiro ou não? Como se distingue isso? — disse
Através do significado implícito de suas palavras, ele tranquilizava
— M-mas… isto é um evento sobrenatural… — respondeu Pasha, gaguejando um pouco.
Não pode ser julgado pela lógica comum!
Roy franziu o cenho interiormente, olhou para os cidadãos inexpressivos que se aproximavam lentamente e gritou: — Fujam!
Com isso, ele se virou e correu para a entrada da rua mais próxima. Pasha e Phil o seguiram.
Byers, como local, por acordo tácito ficou para trás, cobrindo a pele com uma camada de escamas ilusórias.
Bang! Bang! Bang!
Vários cidadãos ergueram suas espingardas de cano duplo e atiraram para a frente.
Roy, Phil e Pasha eram Transcendentes bastante hábeis em combate. Enquanto corriam, mudavam de direção, jogavam-se no chão e rolavam para a frente, desviando com sucesso da saraivada.
Então, guiados por Pasha, serpentearam por ruas e becos, livraram-se da perseguição e se esconderam em um local escuro e deserto.
— O que faremos? — perguntou Phil, ofegante, que havia perdido uma mão. — Pelo conteúdo do aviso, parece que não podemos sair da cidade diretamente.
— Precisamos entender o padrão e encontrar uma solução baseada nele — disse Roy, também muito nervoso, mas se forçando a pensar com calma para que a equipe não caísse em desespero.
Pasha olhou para Byers, que estava vigiando, e perguntou: — Esse quadro de avisos já existia antes?
Byers assentiu: — Sim. Embora raramente tivesse oportunidade de ir à praça municipal, quando fui convocado para o exército, nos reuníamos lá. Eu vi aquele quadro.
— O quadro deve estar bem. Talvez aqueles dois papéis sejam a chave; eles dão aos decretos escritos um significado místico — disse Pasha, expondo seu palpite.
Roy concordou imediatamente: — Certo. — Além disso, suspeito que esses decretos só têm efeito quando são publicados. Se pudermos arrancar aqueles dois papéis, as restrições talvez desapareçam.
Ao ouvir as palavras de Roy, Pasha, Phil e Byers ficaram em silêncio ao mesmo tempo.
Alguns segundos depois, Phil, com os músculos do rosto contraídos, disse: — Vamos tentar! Se ficarmos presos na cidade, mesmo que os cidadãos não nos peguem, podemos ser punidos pelos decretos por várias razões.
Embora todos fossem Transcendentes, suas Sequências eram baixas. Enfrentar alguns poucos normais não era problema, mas enfrentar a hostilidade de toda a cidade era extremamente perigoso.
Roy, Byers e Pasha, que haviam estado mais ou menos em campos de batalha, sabiam que hesitar era a pior coisa naquele momento. Então tomaram uma decisão e concordaram com a proposta de Phil.
Sob a orientação da bastante experiente «Caçadora» Pasha, eles deram uma grande volta e retornaram à praça municipal por outra rua.
Naquela altura, os cidadãos que antes se reuniam em torno do aviso já não estavam; aparentemente, vasculhavam a cidade inteira em busca de forasteiros.
Olhando para o quadro de avisos que se erguia silenciosamente entre dois lampiões a gás, Roy e os outros se aproximaram com cuidado, prontos para fugir a qualquer momento.
Ao se aproximar do alvo, Roy de repente pensou em um problema e baixou a voz: — Destruir o aviso é considerado um crime?
— Teoricamente… sim — disse Pasha, sobressaltada.
Então eles dirigiram o olhar ao quadro e leram a lista de crimes do terceiro decreto: «… 8. Dano à propriedade; …»
— Realmente está — exclamou Byers.
O rosto de Phil, já pálido pela perda de sangue, ficou ainda mais pálido. Depois de pensar, ele perguntou: — Qual é o castigo por dano à propriedade?
Era um crime menor, e o castigo provavelmente era leve.
Se fosse assim, Phil pretendia arriscar, arrancar o aviso e acabar com aquela situação terrível e estranha.
— A primeira vez é açoitamento — disse uma voz vinda de trás quando Roy, Pasha e Byers estavam refletindo sobre a resposta.
Os quatro se viraram surpresos e viram um jovem com uma túnica preta e uma cartola, de aparência comum.
Ele continuou: — A segunda vez é cortar a mão. — A terceira, não sei.
— Como você sabe? — perguntou Roy, franzindo a testa enquanto segurava um punhal escondido.
O jovem sorriu: — Eu tentei. Não adiantou nada; o aviso se recuperava rapidamente.
— Então você foi açoitado? — perguntou Pasha, compreendendo.
— Sim — assentiu o jovem despreocupadamente. — Mas como também cometi fraude, depois disso cortaram minha mão.
— Fraude? — perguntou Byers, confuso.
O jovem respondeu com um sorriso: — Resumindo, não fui eu mesmo que danifiquei o aviso. Enviei um boneco. Quem levou os açoites foi o boneco.
Enquanto falava, ele ergueu o braço direito.
Seu pulso havia sido cortado tão limpo quanto o de Phil; o ferimento, pálido e avermelhado, parecia continuar sangrando.
De repente, o ferimento se contorceu e dele saíram uma após outras criaturas retorcidas e transparentes, que se entrelaçaram e se sobrepuseram para formar uma nova mão.
Durante esse processo, Roy e os outros não sentiram horror — pois assim que viram aqueles vermes indistinguíveis em detalhe, seus pensamentos se tornaram caóticos, suas mentes se turvaram e não conseguiram controlar suas emoções.
Só quando a mão se «cobriu» de pele e se tornou normal, esses Transcendentes se recuperaram e recuaram alguns passos, chocados, desconfiados e aterrorizados.
Aquela cena estava além de sua compreensão!
— Ah, esqueci de me apresentar. Sou um mago errante — disse Klein, lançando um olhar para os quatro Transcendentes. — Minha especialidade é realizar desejos. Vocês têm algum desejo que gostariam de realizar?