Ao presenciar isso, o corpo de Katrina recuou um passo involuntariamente, e sua mente ficou em silêncio.
Dois segundos depois, sua boca se abriu por si mesma e emitiu uma voz masculina:
—Ei, corvo pequeno!
Sem esperar a resposta do jovem do outro lado, «Katrina» riu para si mesma:
—Só alguns clones? Não está me subestimando demais? Por acaso você é um carteiro, que veio me entregar materiais de Transcendente? Diga, o que você quer cooperar? Não te odeio tanto, afinal, aquilo foi tramado por aquele paranoico, o líder foi
O jovem do outro lado pegou aquela coroa cheia de ferrugem e manchas de sangue, endireitou-se, balançou a cabeça e riu:
—Assim que ouço sua voz, perco a vontade de cooperar. Então, faça
—Tsc, tsc, depois de tantos anos, ainda teimoso como uma criança. Lembra-se de quem o segurava quando era bebê? E quem queimou seu cabelo? —zombou o espírito maligno do Anjo Vermelho sem recuar.
O jovem do outro lado usou a mão livre para ajustar seu monóculo, com expressão calma. Virou-se e caminhou em direção à porta sem hesitar.
Durante este processo, Ele murmurou baixinho:
—Infantil.
Vendo que
—Não pense que não sei o que você quer fazer, mas não importa. Já que na questão de completar o Senhor, seu pensamento é diferente do daquele paranoico, então há espaço para cooperação.
Amon parou, girou-se meio e olhou para Katrina, a Bruxa Branca possuída pelo espírito maligno do Anjo Vermelho.
O monóculo em seu olho direito pareceu brilhar levemente.
............
No condado de Ahova, em uma cidade em reconstrução após a guerra, dentro de um bar com muitas marcas de queimadura.
—Toby, você colocou água demais nessa maldita cerveja? —um homem com um boné surrado pegou o copo, bebeu um gole e não pôde deixar de reclamar.
O dono, que também servia de barman, bufou enquanto limpava um copo:
—Lembra da última lei seca? Olrich, você devia se contentar em ter cerveja!
O homem forte chamado Olrich resmungou algumas palavras e se concentrou em beber a cerveja.
Ao lado dele, um homem de mangas arregaçadas e pele bronzeada olhou ao redor e disse:
—Ouvi dizer que a lei seca será suspensa em breve, porque os grãos de Feynapotter chegarão em breve, e também Feysac e Intis pagarão uma grande quantidade de grãos como reparação.
—Só posso dizer, tomara que sim, que o Senhor nos proteja. —Assim que o dono do bar Toby respondeu, ouviu o som da porta se abrindo.
Ele ergueu os olhos e viu um jovem que parecia ser um mago errante entrar.
O homem usava um manto preto e uma cartola mais clássica, caminhou até o balcão e sentou-se em um banco alto.
—Uma cerveja de Southwell. —O homem colocou várias moedas de cobre.
O homem forte chamado Olrich olhou para o estranho e perguntou com certa curiosidade:
—És forasteiro? Um mágico?
O jovem sem características marcantes, difícil de lembrar, riu e disse:
—Sim, a mágica que faço melhor é realizar os desejos das pessoas.
Olrich soltou um assobio:
—O que foi que ouvi? Realizar os desejos das pessoas! Senhor, há alguém aqui se passando por um deus!
Tal provocação provocou risos ao redor.
O jovem que se autodenominava mágico não se irritou nem um pouco, e disse sorrindo:
—Isso é apenas um truque de mágica especial.
Olrich bebeu um gole de cerveja e riu alto:
—Então realize um desejo meu: que este chefe pão-duro me pague uma cerveja.
—Está bem. —O jovem de manto preto levantou a mão direita e bateu levemente na mesa.
Com um «toc», o dono do bar Toby serviu um copo de cerveja e o empurrou para Olrich, depois recolheu a mão e retomou a limpeza do copo.
Tal cena pareceu familiar a Olrich, que ficou atordoado por um momento e exclamou confuso:
—Toby, você o conhece?
—Não o conheço. —O dono Toby olhou para Olrich como se olhasse para um tolo.
—... —Olrich levantou o copo incerto, bebeu um gole com cuidado para testar se Toby o faria pagar.
Vendo que o dono do bar não lhe dava mais atenção, o homem forte virou a cabeça atônito e olhou para o jovem de manto preto e cartola:
—Como você fez isso?
—Eu te disse, um truque de mágica especial. —O jovem bebeu calmamente um gole de sua cerveja Southwell.