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Lord of the Mysteries · Capítulo 1258

Capítulo 1250: Manifestando o Poder (Pedindo votos mensais garantidos)

17 de janeiro de 2020 · 4 min de leitura · 865 palavras

Bum! Bum!

Em um abrigo subterrâneo em , Audrey, vestindo um traje de caça, ouvia atentamente os sons de explosões que ainda pareciam distantes.

Quando ela se virou, viu Melissa olhando para ela com uma expressão um tanto confusa.

A jovem, que acabara de atingir a maioridade, perguntou em um tom sonolento: — Senhorita Audrey, se formos completamente derrotados, a guerra vai acabar e não precisaremos mais nos preocupar com bombardeios, ataques aéreos e falta de comida?

Audrey a olhou profundamente e disse: — Mas, se isso acontecer, você terá que mudar sua fé.

Melissa hesitou, sem saber como responder. Nesse momento, um civil encolhido junto à parede falou de repente: — O que eu acredito é no 'Deus do Vapor e da Maquinaria'! Mesmo que os feysianos e os intianos vençam, não preciso mudar de fé!

Assim, a vida poderia voltar ao seu estado original, caloroso e pacífico!

Essas palavras agitaram muitos civis escondidos no abrigo, que começaram a cochichar entre si, discutindo os possíveis desdobramentos. Entre eles, não faltavam fiéis da Deusa da Noite.

Para a maioria, a fé não é tão importante quanto a vida, já que no final, quem os protegerá ainda será um verdadeiro deus.

Os policiais que mantinham a ordem no abrigo não impediram que essa agitação se espalhasse; observaram tudo com frieza, até com um pouco de expectativa.

Mas os vencidos certamente sofrerão coisas muito mais cruéis do que vocês imaginam, algo que não pode ser resumido a uma simples mudança de fé… Tanto as lições da história quanto as conclusões tiradas do estado da mente humana fazem Audrey ser mais pessimista do que todos aqui.

Ela olhou ao redor e não pôde deixar de suspirar para si mesma: — A âncora da Deusa já está amplamente abalada… Se não fosse pela comida distribuída antes, agora já poderia ter entrado em colapso total…

Audrey sabia muito bem o que essa situação significava. Ela fechou os olhos por um momento, ergueu ligeiramente o rosto e murmurou silenciosamente: — A guerra divina está prestes a começar…

O resultado final também está prestes a se revelar.

Depois de acenar com a cabeça para Melissa, Audrey se virou e saiu daquela área, dirigindo-se à saída do abrigo.

Um grande cachorro dourado, , estava agachado ali, como um guardião competente.

— Você… parece que não pretende voltar? — perguntou Susie, movendo ligeiramente o nariz, em voz baixa.

Audrey havia se refugiado neste abrigo quando a batalha de cerco começou hoje, sem tempo de voltar para sua mansão no distrito de Queen. Com a calmaria nos combates, o Conde Hall já enviara dois mensageiros para pressioná-la a voltar para casa e ir para o abrigo reservado aos nobres.

Audrey balançou a cabeça e disse com um sorriso leve: — Preciso fazer algumas coisas que devo fazer.

Antes que Susie respondesse, ela sorriu e disse: — Você fica aqui no meu lugar, acalme suas emoções em segredo, não deixe que haja tumultos. Se eles quiserem fazer carinho em você, pode deixá-los fazer um pouco.

Susie hesitou por dois segundos e disse: — Tudo bem.

Audrey não disse mais nada e saiu do abrigo pela saída; os soldados responsáveis pela guarda a ignoraram completamente.

Lá fora, o céu estava sombrio, muitos edifícios haviam desabado, com chamas quase extintas queimando. As ruas estavam vazias, sem carruagens nem pedestres.

Isso era completamente diferente do Backlund que Audrey lembrava.

O Backlund original era azul, amarelo, bege; era animado, próspero, cheio de vitalidade. Mas agora era cinza, preto, vermelho‑sangue; era desolado, desordenado, com um toque de quietude.

Olhando para os lados, Audrey, vestida com seu traje de caça, orientou-se e caminhou em direção aos arredores da cidade.

O que ela precisava fazer era simples: Juntar‑se a esta guerra, fazer o possível para ajudar as forças de Loen a não entrarem em colapso antes do fim da guerra divina; Se o vencedor da guerra divina for o lado inimigo, usar métodos como 'sugestão', 'hipnose', 'praga espiritual' para dissipar os desejos de desabafo dos soldados, oficiais e transcendentes, reduzindo os danos da guerra.

Entre as chamas bruxuleantes, Audrey passou rapidamente e seguiu em direção ao longe.

........

No Arquipélago de Rorstead, em Bayam, a 'Cidade Generosa', dentro de um cômodo alto da Igreja do Senhor das Tempestades.

Danitz, envolto em uma capa preta, encontrou o famoso cardeal da Igreja do Senhor das Tempestades nos Cinco Mares, o Alto Executor dos Castigadores, o 'Rei do Mar', Yann Koltman.

Olhando para os músculos do outro que esticavam completamente a batina, Danitz engoliu as palavras que já estavam na ponta da língua e, após considerar, disse: — Eu trago boa vontade.

Não sei por que, ele sentia sua pele formigando, como se relâmpagos invisíveis estivessem pulando.

— Boa vontade? — Yann Koltman, alto e robusto, de traços duros e marcantes, bufou.

Hã, se não fosse por considerar que os caras do Caminho do Marinheiro são explosivos e muitas vezes não sabem a diferença entre uma piada e um sarcasmo, e uma vez que a raiva explode, nem consideram o panorama geral, por que eu precisaria estar falando assim… Merda! Danitz murmurou algumas palavras, manteve o sorriso e explicou as intenções das forças de resistência completamente.

Fim do capítulo 1258