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Lord of the Mysteries · Capítulo 109

Capítulo 109: Dedução (Pedindo votos de recomendação)

17 de janeiro de 2020 · 5 min de leitura · 970 palavras

Passos rápidos que se aproximavam de longe chegaram aos ouvidos de Klein, acalmando-o bastante enquanto ele estava em pé na porta da sala de guarda.

— O que aconteceu? — perguntou Leonard em voz baixa, empunhando um revólver, sendo o primeiro a chegar.

Ao vê-lo mal conseguindo frear, Klein imediatamente pensou no que havia mencionado. Três anos atrás, Leonard, que acabara de se tornar um "Insone" sem se adaptar ao poder da poção, tentou descer as escadas em velocidade de sprint e acabou se transformando em uma roda.

Ele tossiu, apontou para o Portão de Chanis e disse:

— Primeiro, houve uma batida violenta vinda de dentro. Depois, se transformou em palmadas. Em seguida, a porta foi empurrada e abriu uma fresta.

— O Portão de Chanis foi aberto? — perguntou o baixinho Kohn Li, atônito.

— Sim, foi aberto uma fresta. — Klein ia continuar descrevendo, mas viu que Leonard, Kohn Li e Loya não se aproximaram da sala de guarda. Pararam a alguns passos de distância, formando um arco, como se estivessem em guarda contra ele.

Ele hesitou por um momento:

— Vocês estão desconfiando de mim?

— Não, não é desconfiança. É um procedimento padrão — negou Kohn Li com a cabeça.

Nesse ambiente tenso, Leonard ainda assim sorriu de forma irreverente e acrescentou:

— Em outras dioceses, houve casos em que o Iniciado de guarda no Portão de Chanis perdeu o controle, tocou o sino e, enquanto os companheiros que vieram ajudar estavam distraídos, matou dois deles.

— Tudo bem. — Klein deixou de se sentir injustiçado ou irritado por ser o alvo. Ele se virou e perguntou: — Então, como posso provar que não perdi o controle?

Leonard deixou de sorrir, tocou o peito quatro vezes e recitou em voz baixa:

— Eles estão nus e desamparados, sem comida nem abrigo do frio.

— Eles estão encharcados pela chuva e, por não terem onde se abrigar, se agarram à rocha.

— Eles são as mães a quem arrancaram os filhos, os órfãos que perderam toda a esperança, os pobres que foram forçados a sair do caminho reto.

— A Noite Eterna não os abandonou, concedendo-lhes seu favor.

……

A sagrada e compassiva oração ecoou no subsolo, trazendo uma calma libertadora para o corpo, mente e alma de todos.

Vendo que Klein não teve nenhuma reação anormal, Leonard parou de recitar e esboçou um sorriso:

— Sem problemas. Você ainda é nosso companheiro de confiança.

Loya, a dama fria que havia permanecido em silêncio, olhou para o Portão de Chanis e tomou a iniciativa de perguntar:

— Depois que a porta foi aberta uma fresta, o que você viu?

— Eu vi a Boneca do Azar, aquela do vestido preto clássico de corte, a 3-0625 — respondeu Klein, ainda com um certo medo. — Mas não passaram nem três segundos, e uma força invisível a puxou de volta, e o Portão de Chanis se fechou novamente. O que está acontecendo exatamente?

Leonard trocou olhares com Kohn Li e Loya:

— Heh, estamos tão por fora quanto você. Já que o Portão de Chanis se fechou novamente e não há mais anomalias, não devemos entrar agora. Temos que esperar o amanhecer, e esperar o Capitão.

Nesse momento, Loya acrescentou friamente:

— Vou ficar aqui e fazer a guarda com você.

— Tudo bem. — Leonard abriu as mãos e sorriu com ar zombeteiro. — Como o mais forte aqui, eu também vou ficar. Kohn Li, volte para o segundo andar, para o caso de a polícia ter um caso urgente e não conseguir entrar.

Kohn Li não disse nada, apenas assentiu, deu meia-volta e saiu.

Então, Leonard olhou para Klein e Loya:

— Talvez possamos continuar jogando cartas? Nesse tipo de situação, precisamos de um pouco de entretenimento para não ficarmos muito tensos.

— Sem problemas. — Klein ajustou o revólver e o colocou de volta no coldre axilar. Loya não disse sim nem não e, com seus cabelos negros, lisos e brilhantes esvoaçando, seguiu-os para dentro da sala de guarda.

Durante uma partida de "Mata o fazendeiro", não, "Luta contra o mal", Klein disse como quem não quer nada:

— A Boneca do Azar, quero dizer, a 3-0625, de acordo com a descrição dos arquivos, ela não deveria possuir características vivas…

— Ha-ha, três ases. — Leonard baixou as cartas e disse em tom casual. — Nos últimos quarenta anos, a 3-0625 não mostrou nenhuma característica viva. Podemos primeiro assumir que a descrição do arquivo está correta e usar isso como premissa para raciocinar e deduzir.

— Passo. Você tem alguma ideia? — perguntou Loya de forma sucinta.

Enquanto Klein hesitava se deveria jogar três "2" de uma vez, Leonard deu um gole em seu café recém-passado e disse:

— Sim. Já que a 3-0625 em si não possui características vivas, seu comportamento de hoje deve ser devido à influência de outros fatores, e fatores que surgiram recentemente. Caso contrário, ela já teria nos mostrado esse seu lado há muito tempo.

— E, no último mês, o que tem sido diferente atrás do Portão de Chanis?

Loya viu Klein jogar três "2", refletiu por alguns segundos e disse:

— Só há uma coisa diferente do normal: o caderno da família e o Artefato Selado "2-049" passaram uma noite atrás do Portão de Chanis.

Leonard olhou para as cartas em sua mão, bateu levemente na mesa e sorriu:

— Se pudesse fazer a Boneca do Azar agir de forma anormal, "2-049" já teria criado incidentes semelhantes atrás do Portão de Chanis em há muito tempo. Portanto, suspeito que o problema esteja naquele caderno da família Antigonus.

Klein pensou cuidadosamente e não pôde deixar de assentir repetidamente:

— Essa é a possibilidade mais provável… Leonard, não sabia que você era uma pessoa habilidosa em dedução.

Fim do capítulo 109