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Reverend Insanity · Capítulo 69

Uma árvore, com raízes na terra da montanha, estende suas mãos verdes para o céu.

9 de março de 2012 · 5 min de leitura · 906 palavras

Troncos grossos se erguem frente a frente. Ramos e folhas frondosos se entrelaçam no ar.

Cercada por essas árvores, há uma cabana de madeira.

A cabana é inteiramente feita de troncos grossos, transmitindo uma sensação de solidez e resistência. A cabana não é nova, mas já tem alguns anos, por isso sua superfície está coberta de musgo, e alguns troncos até brotam novos ramos.

Ao redor da cabana há uma cerca alta de bambu feita de bambu-lança verde. Na frente e atrás há hortas, e no centro das hortas foi cavado um poço.

Neste momento, uma jovem e bela moça está tirando água do poço.

Embora suas roupas sejam extremamente simples, elas não podem esconder sua beleza. Ela tinha apenas dezesseis anos — Capítulo 67: Não se preocupe, eu vou poupá-los — com olhos grandes e brilhantes, brancos e pretos, puros como cristal.

A luz do sol, através da folhagem densa, ilumina seu rosto, fazendo sua pele parecer neve branca, mostrando também um rubor transparente e calor.

Suas mechas negras caem de forma brincalhona, cobrando metade de suas lindas orelhas.

Seus lábios rosados estão franzidos, mordendo seus dentes de pérola, com uma expressão de esforço no rosto.

Com esforço, ela levanta o balde cheio das profundezas do poço. Então, tomando fôlego, move o balde de madeira para o chão de tijolos cinzentos ao lado do poço.

— Ufa! — a moça infla suas bochechas macias, exala um suspiro e usa sua mão branca para se abanar como se fosse um leque.

Ouvindo o baque do balde no chão, a porta da cabana range e se abre, e um velho sai.

O velho tem cabelos grisalhos e rosto cheio de rugas. Seus olhos velhos, embora desgastados, ocasionalmente brilham com um lampejo aguçado. Ele é como um tigre velho: embora envelhecido, sua majestade ainda permanece.

— Menina, este balde é muito pesado. Eu disse para você deixar eu carregar. Por que está regando o jardim escondida de mim? — o velho olha para a moça ao lado do poço — Capítulo 67: Não se preocupe, eu vou poupá-los — com uma expressão de carinho no rosto.

— Pai! — chamou a moça docemente. — Você voltou tão tarde da caça ontem, devia ter dormido mais esta manhã. É só um balde de água, viu, eu já o levantei!

— Você, sempre querendo se exibir! — o tom do velho era de impotência, mas seu olhar estava cheio de afeto.

Ele deu passos largos até o poço, estendeu uma mão e levantou o balde sem esforço: — Vem, menina, seu pai vai regar com você.

O ar está cheio do aroma de ervas e flores silvestres. O vento de verão sopra com força, mas ao tocar o topo das árvores, torna-se fresco e profundo.

Na horta em frente à cabana na montanha, a filha usa uma concha para pegar água, curvada, regando cuidadosamente os vegetais. O pai se encarrega de buscar água, alternando entre dois baldes. Uma atmosfera familiar calorosa preenche este pequeno espaço.

— Ah, estou velho depois de tudo. Depois de algumas levantadas, não aguento mais. — Após um momento, o velho está ao lado do poço, enxuga o suor da testa e suspira profundamente.

A moça se vira, seu sorriso é como uma flor: — Pai, você finalmente percebeu! Já está na idade, e ainda teima em se exibir. Quantas vezes eu já disse: deixe a caça para o Segundo Irmão, o senhor já devia estar em casa, aproveitando a vida.

— Hehehe. — O velho ri e acena com a cabeça. — Com a habilidade do seu segundo irmão, vagar por estas florestas já é suficiente. Especialmente sua pontaria com o arco, melhor que a minha quando jovem. Mas uma coisa ainda me preocupa: ele é muito cabeça quente, confia na força e quer voar. Ah, os jovens são sonhadores, é um defeito comum.

— Pai... — a moça arrastou a voz.

O velho ri ainda mais e brinca: — Certo, e você também. Você já não é tão jovem, deveria pensar em se casar. Seu pai vai procurar um bom partido para você. Nossa filha é a única nesta região, não se preocupe, não faltarão boas famílias!

O rosto da moça de repente se tinge de duas nuvens vermelhas, e ela fica sem palavras de vergonha.

O velho olha para o céu, como se visse um futuro bonito, e suspira calmamente: — Quando seu segundo irmão sofrer alguns reveses e moderar seu temperamento, eu vou parar e nunca mais subirei a montanha. Depois vou te encontrar um bom marido, te ver casada e com filhos, de preferência um neto gordinho, hehe, eu cuidarei dos netos e ficarei satisfeito. Esta vida é difícil. Quantos caçadores terminam bem? Ah, todos os meus companheiros de juventude já se foram, só restou eu.

— Pai, isso está errado. — A moça sorri e o consola. — O que significa "só restou você"? Você ainda tem nós.

— Hehe... Hã? — O velho ri, está prestes a falar, quando de repente ouve um barulho e se vira bruscamente.

A porta de bambu da cerca é chutada de fora.

— Você é Wang Laohan? — Fang Yuan, com o rosto frio e os olhos sombrios, segurando um punhado de luz lunar na mão direita, entra primeiro.

O velho, surpreso ao ver a luz lunar na mão de Fang Yuan, se ajoelha apressadamente: — Este velho saúda o grande Mestre Gu!

Fim do capítulo 69