Após ouvir a resposta do conselheiro Macht e combiná-la com as informações que havia obtido anteriormente, Klein chegou à conclusão preliminar de que o rato na mansão suburbana devia ser o semideus do Caminho do Ladrão que estivera ao lado de Hailun. Quanto ao porquê de ele ter enlouquecido e mordido Hailun, ainda era desconhecido.
Ele acenou levemente com a cabeça, traçou quatro círculos no sentido horário sobre o peito e disse:
— Que a Deusa da Noite a proteja.
Dito isso, passou pelo anfitrião, entrou no salão e aguardou o início do baile noturno.
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Em um quarto no terceiro andar, Hailun estava sentada abatida em uma poltrona, com as pernas encolhidas.
Sua mão esquerda estava enfaixada com ataduras grossas, sem sangue vazar. Sua expressão era sombria, desprovida de sua arrogância habitual.
Depois de ser mordida por seu mestre, que se transformara em um rato, na mansão suburbana, ela permanecera em um estado similar, sentindo-se atordoada e não completamente lúcida, como se tivesse sido mordida não na mão, mas no coração.
Para Hailun, embora sua arrogância viesse da educação recebida desde pequena, de seu talento para aprendizado acima da média, de sua aparência bastante atraente, de sua família de classe alta e de sua maturidade maior que a de seus pares, antes de entrar em contato com as forças sobrenaturais essa atitude permanecia dentro do normal, sem fazê-la sentir-se completamente diferente dos outros ou inerentemente superior às pessoas comuns.
Portanto, seu mestre — que era o pilar de seu orgulho, o símbolo de sua aventura e a fonte de seu poder — de repente se tornou um rato de verdade, não apenas falando de forma ininteligível, mas também mordendo-a sem razão. Isso lhe causou um golpe enorme, levando-a a duvidar involuntariamente se as forças sobrenaturais representavam transcendência sobre os mortais ou proximidade com um monstro.
Em meio à turbulência de seus pensamentos, Hailun levou inconscientemente uma mecha de seu cabelo verde-escuro para trás da orelha, irritada com a música melodiosa que vinha de baixo.
Nesse momento, ouviu o rangido da porta se abrindo e virou a cabeça um tanto lentamente para olhar.
O que entrou era um rato cinza de pelagem lisa e brilhante, com olhos mais escuros que os de seus congêneres, quase vermelho-escuros.
— Hailun — disse o rato em voz grave.
Hailun primeiro se assustou, depois se alegrou, levantou-se rapidamente e exclamou:
— Mestre, o senhor, o senhor se recuperou?
Mas assim que falou, viu de repente que dos cantos do quarto, da entrada da sacada e debaixo da cama saíam um após outro ratos cinzas, todos com olhos vermelho-escuros, mas apenas capazes de emitir guinchos.
Assustada, Hailun deu um passo para trás, tropeçou na borda da poltrona, balançou e quase caiu, mal conseguindo recuperar o equilíbrio.
Nesse momento, descobriu que todos os ratos de olhos vermelhos haviam desaparecido e a porta continuava firmemente fechada, sem ter sido aberta.
Tudo o que acabara de acontecer parecia apenas uma alucinação ou um pesadelo produto de sua ansiedade.
Após um momento de silêncio, Hailun apertou os lábios e suspirou.
Ela se sentou novamente, ergueu a mão e começou a massagear as têmporas.
Enquanto fazia isso, franziu ligeiramente a testa, sentindo que o que ocorrera fora muito confuso, muito irreal.
Movendo ligeiramente seus olhos castanhos escuros, puxou o colar que usava e o segurou na palma da mão.
O colar era composto por sete pedras verdes-esmeralda translúcidas, cercadas por um anel de pequenos diamantes, todos igualmente espaçados.
Naquele momento, uma das pedras começou a brilhar, emitindo uma luz verde-esmeralda que iluminou o rosto de Hailun, fazendo-o parecer muito úmido, e em seus olhos começaram a aparecer símbolos estranhos e misteriosos.
Todas as cenas anteriores ressurgiram na mente da jovem de cabelo verde-escuro, tornando-se gradualmente claras a partir de um estado nublado e onírico.
Ao revisá-las uma por uma, Hailun notou algumas pistas sutis e confirmou que não havia sido um sonho nem uma alucinação breve em um estado de confusão, mas uma ilusão de quase dez segundos.
«Decifrador!»
— Isso… — os olhos castanhos escuros de Hailun se arregalaram, e ela murmurou inconscientemente uma palavra cheia de medo.
Ela se levantou de repente, olhando apressadamente ao redor, mas não encontrou nada.
Mas quanto mais isso acontecia, mais ela entrava em pânico, porque não sabia o que aconteceria a seguir, nem entendia o que o criador da ilusão queria.
A única coisa que ela podia ter certeza era que a outra pessoa a superava em muito em nível e poder no âmbito sobrenatural.
Isso destruiu os últimos vestígios de seu orgulho.
Vários minutos se passaram, e o quarto permaneceu em silêncio. Lá embaixo, uma melodia alegre continuava, evocando vividamente passos de dança animados.
Hailun finalmente se acalmou, sentindo que provavelmente não aconteceria mais nada.
Então ela teve energia e disposição para pensar sobre o que o misterioso criador da ilusão queria.
Enquanto várias ideias iam e vinham, Hailun de repente teve um palpite:
Aquela pessoa veio por causa do meu mestre!
Através da ilusão, ele confirmou o estado atual do mestre!
É amigo ou inimigo do mestre? Ele já deve ter ido procurá-lo. O que faço? Ele não deveria saber onde o mestre está escondido… Não, todos os vizinhos sabem que fui mordida por um rato raivoso na mansão suburbana… O coração de Hailun se agitou, e sua mão que segurava o colar se apertou ainda mais.