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Lord of the Mysteries · Capítulo 928

Capítulo 923: Cogumelos e Peixe

17 de janeiro de 2020 · 4 min de leitura · 873 palavras

Olhando para a janela saliente que refletia a luz do gás, Alger, encapuzado e mascarado, estava prestes a perguntar os detalhes da operação quando de repente viu uma sombra crescendo da densa escuridão ao seu lado, transformando-se em um jovem alto, magro, pálido e doentio.

— O Exangue, ... — Alger rapidamente o reconheceu como o imediato do Futuro.

Heath não olhou para ele, dirigindo-se diretamente à "Almirante Estelar" :

— Capitã, eles não notaram nada de anormal. Fizeram uma sopa cremosa com esses cogumelos e prepararam peixe salteado como prato principal para esta noite.

— Bem. — Cattleya tirou os pesados óculos do nariz e olhou com seus misteriosos olhos roxos em direção à sala de jantar, separada por paredes.

Heath Doyle não perdeu tempo. Sua figura instantaneamente escureceu e se fundiu de volta às sombras, desaparecendo para algum lugar desconhecido.

Após ouvir a troca e combiná-la com o que a senhora "Eremita" havia dito antes, "O Enforcado" Alger compreendeu mais ou menos o núcleo da operação desta noite:

Cogumelos!

Cogumelos venenosos!

Embora não soubesse exatamente como a "Almirante Estelar" havia feito os Transcendentes do interior perderem sua intuição espiritual, incapazes de distinguir cogumelos normais dos mortais, Alger acreditava que no misticismo isso não era impossível.

Ele hesitou e disse:

— Isso levará à morte do "Artesão" Sharif?

Um "Artesão" selvagem é algo bastante raro. Alger não queria perder um "amigo" assim enquanto ainda houvesse margem de manobra. Para ele, o plano ideal era prender esse sujeito e torná-lo um "Artesão" exclusivo para si e para "Eremita".

— Não. — Cattleya balançou a cabeça calmamente e explicou casualmente: — Tanto a inteligência que você forneceu quanto os detalhes observados pela minha tripulação mencionavam uma coisa: Sharif não gosta de peixe, na verdade, ele odeia. Pode estar relacionado a um incidente em que ele engasgou com uma espinha de peixe quando criança.

Foi precisamente com base nisso que Cattleya finalmente escolheu a "tática dos cogumelos", que poderia desmantelar efetivamente a força viva do inimigo enquanto minimizava os riscos para o seu lado.

— O tipo de cogumelo que podia devorar carne e sangue para se reproduzir em um ambiente escuro foi descartado pela "Almirante Estelar" desde o início, porque permitiria que um Transcendente espiritualmente sensível detectasse diretamente a anomalia, como se estivesse enfrentando algo extremamente tóxico. Além disso, os Transcendentes que acreditam na "Lua Primordial" provavelmente têm um conhecimento profundo de ervas, plantas e frutos; com apenas um olhar, devem ser capazes de identificar cogumelos excessivamente perigosos.

Para enganá-los, a comida em si tinha que ser inofensiva, tornando-se perigosa apenas ao entrar em contato com outros elementos.

Nesse aspecto, os cogumelos que havia criado anteriormente eram perfeitos!

Se as duas condições de peixe e água não fossem atendidas, aquele cogumelo era um cogumelo normal. Não envenenava ninguém, nem causava diarreia. Era digerido aos poucos, decomposto em diferentes componentes e eventualmente excretado — uma vez que isso acontecesse, mesmo que peixe e água estivessem presentes depois, não adiantava.

Para esse fim, Cattleya fez especificamente com que Frank Lee repetisse o experimento que havia sido temporariamente abandonado, obtendo um lote de cogumelos, e prometeu caçar um "Bispo Rosa" da Ordem da Aurora para ele no futuro.

— Odeio comer peixe... — murmurou Alger, sentindo que mais uma vez não conseguia acompanhar o raciocínio de "Eremita".

Ele havia perguntado claramente se os cogumelos venenosos causariam a morte do "Artesão" Sharif, mas a resposta dela foi que o "Artesão" não morreria porque não gosta de peixe, na verdade odeia.

Que conexão necessária havia? Alger perguntou-se em silêncio, mas não questionou.

Ele ficou quieto, decidindo observar e prestar mais atenção depois.

Depois de um tempo, de repente gritos vieram de dentro da casa, acompanhados por gemidos repetidos e sons de vômito.

— Movam-se. — Cattleya deu a ordem com incomum brevidade.

Sua figura instantaneamente se tornou transparente, como se se transformasse em uma estátua formada por inúmeras estrelas.

A estátua se despedaçou num instante, e um brilho estelar surgiu em pontos dispersos, chegando de repente à porta da casa e entrando pelas frestas.

Fragmentos de luz estelar se remontaram no interior, e a figura de Cattleya reapareceu.

Então ela ouviu o som do vento e o baque do impacto.

O batente da porta balançou, a porta se abriu, e "O Enforcado" Alger, encapuzado e mascarado, entrou no edifício alvo não muito mais devagar que a "Almirante Estelar".

Seu olhar percorreu o local, captando rapidamente a situação na sala de jantar:

O "Artesão" Sharif recuava apavorado, afastando-se da mesa comprida;

No chão, dois homens e uma mulher jaziam, vomitando cogumelos continuamente. As roupas em seus peitos e abdômens haviam se rasgado, e cogumelos cresciam um após outro.

Ao sentir que alguém entrava, essas pessoas ergueram o olhar instintivamente; já tinham micélio branco em seus rostos, tufo após tufo.

O rosto de Alger, escondido pela máscara, contraiu-se involuntariamente.

Embora fosse experiente e tivesse viajado muito, não era o tipo de Transcendente que nunca tinha visto cenas aterrorizantes, mas essa imagem lhe causou um forte impacto visual e mental.

A "Almirante Estelar" Cattleya esperava algo, mas não havia antecipado que fosse tão horripilante. Ela parou por um momento, então beliscou a boca com a mão direita e assobiou.

Fim do capítulo 928