Uma ondulação estranha, distorcida e tênue brilhou e desapareceu tão rápido que Klein quase suspeitou que estava alucinando.
Se não fosse seu controle habilidoso do Sentido Espiritual, ele muito provavelmente teria ignorado esta anomalia.
Pensando em sua irmã no andar de cima, Klein franziu a testa, apertou o bastão, contornou o banheiro e virou em direção à escada da família Wood.
Subiu rapidamente e, seguindo os traços residuais captados pelo seu Sentido Espiritual, chegou à porta da sala de estar perto da varanda.
— Deve ser aqui… — murmurou Klein, levantando a mão e batendo duas vezes na própria testa.
Uma a uma, as "Auras" penetravam as paredes e a porta de madeira, refletindo-se em seus olhos. A maioria tinha cor normal e contornos borrados. Mas uma delas ondulava em sua superfície com um negro-esverdeado sinistro, um negro-esverdeado que corroía lentamente para dentro.
— Definitivamente há um problema. — A expressão de Klein ficou excepcionalmente séria. Ele estendeu a mão direita e desfez a corrente de prata enrolada em seu pulso esquerdo.
Sua mão esquerda segurou a corrente de prata, deixando o pingente de citrino pendurado naturalmente à sua frente. Quando a oscilação cessou, ele conjurou um globo de luz e recitou silenciosamente em sua mente: "Existe um perigo sobrenatural na sala à minha frente."
— Normalmente, o "Método do Pêndulo Espiritual" só era adequado para adivinhar coisas relacionadas a si mesmo, bem como situações objetivas em um pequeno raio. Portanto, a descrição de Klein foi bastante meticulosa: "perigo" faria com que ele mesmo fosse afetado, e a "sala" estava bem à sua frente.
"Existe um perigo sobrenatural na sala à minha frente."
Repetidamente. Após sete vezes completas, Klein abriu os olhos e viu o pingente de citrino girando no sentido horário, e a uma velocidade bastante rápida.
Isso indicava que havia de fato um perigo sobrenatural na sala, e o grau de perigo não era baixo!
Selina é uma entusiasta do ocultismo. Ela levou os amigos para brincar com algum ritual e causou um grande problema? O que fazer? Klein esfregou a testa, enrolou o pingente de citrino novamente e estendeu a mão para bater na porta.
Toc! Toc! Toc!
Ele bateu ritmicamente três vezes, um sorriso amável se formando em seu rosto.
A porta rangeu ao abrir, e Melissa, usando um vestido novo, apareceu diante de Klein.
— Klein, o que houve? — A garota não esperava que seu irmão viesse e ficou momentaneamente surpresa.
— Eu ouvi que vocês estavam se divertindo muito e fiquei curioso — respondeu Klein, sorrindo sem nenhuma sombra de preocupação.
— Desculpe por incomodar você. — Melissa baixou a cabeça envergonhada. — Estávamos brincando de adivinhação com o espelho mágico. Selina sabe muito, é muito divertido.
— Adivinhação com o espelho mágico?... Irmãzinha, por que vocês não vão brincar de copo ou de tabuleiro ouija? — Klein balançou a cabeça, meio irritado, meio divertido.
Seu olhar passou por Melissa em direção à sala de estar, onde viu Selina com seu sorriso radiante e covinhas profundas.
No entanto, em sua Visão Espiritual, a garota de cabelo ruivo vinho segurando o espelho prateado estava sendo corroída ainda mais severamente por aquele sinistro negro-esverdeado.
Com os pensamentos acelerados, Klein escolheu cuidadosamente suas palavras. "Hehe, não vou atrapalhar o jogo de vocês. Ah, sim, onde está
— Elizabeth? — Melissa olhou para o irmão de cima a baixo algumas vezes e enfatizou com um tom estranho: — Ela também só tem dezesseis anos.
— Ei, o que você está pensando! — Klein explicou imediatamente. — Isso é uma discussão acadêmica normal. Elizabeth está muito interessada em história e línguas antigas.
Melissa deu outro olhar profundo ao irmão, e então disse: "Ela está lá dentro. Vou mandá-la sair."
— Está bem. — Klein deu um passo para trás, afastando-se da porta.
Observando sua irmã se virar, ele suspirou aliviado de uma forma pouco fraternal, feliz que a que estava em perigo não era Melissa.
Ele esperou apenas uns dez segundos antes de uma Elizabeth confusa sair. "Sr. Moretti, o que exatamente está acontecendo? Eu nunca disse que estava interessada em história e línguas antigas..."
Naquele momento, suas palavras foram interrompidas pela expressão séria e solene de Klein. Ela se tensionou subitamente, como se também tivesse sentido um "cheiro" ruim.
Klein se moveu alguns passos para o lado, fazendo sinal para Elizabeth deixar a porta entreaberta e vir. A garota, com suas adoráveis bochechas infantis, foi influenciada pela atmosfera pesada que caiu subitamente e o seguiu inconscientemente.
— Você sabe que sou um entusiasta do ocultismo — Klein disse diretamente, parando e se virando.
Elizabeth assentiu ligeiramente em resposta. "Sim, eu até acho que você é um especialista em ocultismo."
— Não, sou apenas um entusiasta. Mas isso não me impede de descobrir que há um problema com a sua adivinhação com o espelho mágico — disse Klein com um tom grave.
— Um problema? — Elizabeth quase levantou a voz, mas se apressou em tapar a boca. Klein pensou por um momento e disse...