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Lord of the Mysteries · Capítulo 392

Capítulo 391: Expectativa (Terceira atualização, pedindo votos mensais)

17 de janeiro de 2020 · 5 min de leitura · 947 palavras

Domingo de manhã cedo, Klein acabara de terminar o café da manhã quando ouviu a campainha esperada.

Mas para sua surpresa, não veio apenas o repórter Mike Joseph, mas também o doutor Allen.

— Sherlock, tive aquele pesadelo outra vez na noite passada. Acho que não é normal — disse Allen, sem evitar Mike, assim que entrou na sala de estar.

Sem esperar pela resposta de Klein, ele mesmo tirou a carteira e retirou um tsuru de papel:

— Você acha que pode ser o problema? Desde que o encontrei e comecei a carregá-lo comigo, os pesadelos começaram.

Klein olhou de relance, mas sua expressão de repente congelou. Se ele não tivesse sido um "Palhaço" antes e tivesse um forte controle dos músculos faciais, poderia ter mostrado um sorriso difícil de esconder diante do repórter e do médico, sim, um sorriso.

Este, este tsuru está dobrado pior que o meu... Esse pensamento cruzou a mente de Klein instantaneamente.

Naquele momento, ele sentiu vontade de cobrir o rosto e suspirar:

Seria esta uma tradição herdada dos Nighthawks, o artesanato deficiente?

Sem dúvida, o tsuru diante dele era resultado de outra troca. Depois de obter informações precisas de Klein, os Nighthawks parecem não ter perdido tempo: naquela mesma noite, infiltraram-se no quarto do doutor Allen e trocaram o tsuru da carteira por um que eles tinham dobrado.

Mas eles não esperavam que o da carteira também fosse falso, dobrado por Klein acima da Névoa Cinzenta, bastante grosseiro.

Estranhamente, tinha algo de cômico... Klein olhou para o doutor Allen, que não suspeitava de nada, limpou a garganta e disse:

— Talvez seja assim. Sugiro que você vá à igreja novamente e converse com aquele bispo. Devemos acreditar que o deus em que acreditamos está sempre nos observando.

Enquanto falava, ele fez um símbolo triangular no peito.

Depois que o "Pesadelo" foi embora na noite passada, Klein subiu acima da Névoa Cinzenta para adivinhar se era perigoso não trocar o tsuru de volta. Obteve um presságio muito seguro, então agora podia fazer essa sugestão com interesse, tentando pregar uma peça nos seus ex-colegas.

Vendo que seu tsuru mal dobrado havia voltado às suas mãos, imaginando o que eles sentiriam... Klein consolou seriamente o doutor Allen e o despediu. Então se virou para o repórter e sorriu:

— Mike, na verdade o que mais queria sugerir ao Allen é que ele vá a um psicólogo, mas a fé certamente pode acalmar sua alma.

— Você não é nada sincero — riu Mike. — Bem, temos que ir.

Durante o resto do dia, Klein acompanhou o repórter do "Daily Observer" até o East End para entrevistar as garotas resgatadas.

Com uma libra inteira como taxa de entrevista, ninguém recusou, nem mesmo algumas garotas que foram abusadas.

Nesta entrevista, os crimes de Capin eram um foco, e a situação atual das garotas era o outro. O primeiro provocava raiva, o segundo, pesar.

Daisy era, na verdade, relativamente sortuda: ao voltar para casa, pôde começar a trabalhar imediatamente, trocando seu trabalho por comida. Garotas resgatadas como ela eram menos de um terço, e a maioria vinha de famílias com algumas economias, então sua situação permitia que, apesar do trauma físico e psicológico, não tivessem pressa e pudessem procurar pacientemente um trabalho adequado.

Os outros dois terços das resgatadas tinham que se esforçar para sobreviver. Com o enorme desemprego entre as trabalhadoras têxteis, elas muitas vezes só conseguiam encontrar trabalhos temporários e mal pagos. Aquelas cujos familiares (pais, irmãos) não estavam desempregados estavam melhor, ao menos podiam ajudar umas às outras e mal encher o estômago. Mas aquelas cujas situações familiares eram menos otimistas já tinham, aberta ou secretamente, tomado o caminho das prostitutas de rua. Parecia que nunca tinham sido resgatadas. Elas vendiam seus corpos, talvez apenas por um pouco de comida.

Isso deixou Mike em silêncio novamente, como da vez anterior. Só quando escureceu e eles deixaram o East End, ele se recompôs e agradeceu a Klein:

— Sherlock, obrigado pela sua ajuda. Senão, com certeza teria sido extorquido por esses bandidos e gangsters hoje.

— Não é para isso que você me contratou? — Klein sorriu educadamente sem nenhum orgulho.

Graças às instruções anteriores, o velho Kohler e a família Liv não revelaram que ele havia ajudado a procurar as garotas de graça. Especialmente Daisy, que era bastante esperta: quando Mike perguntou se elas conheciam alguém especial, ela respondeu diretamente: "Sr. Repórter e Sr. Detetive".

Mike assentiu por hábito e caminhou em silêncio por um bom tempo.

Antes de subir na carruagem, ele de repente suspirou e disse:

— Quero fazer um apelo neste artigo, pedir ao governo que tome as propriedades do Capin e crie um fundo de socorro, usando o rendimento anual para ajudar de forma estável essas garotas resgatadas e outros prejudicados pelo Capin, dando-lhes a chance de escapar de sua situação atual.

— Embora o cofre do Capin já tenha sido esvaziado por aquele ladrão justo, sua maior riqueza está nas propriedades que comprou. Estas, estas devem ser ganhos ilícitos.

Klein ouviu atentamente, olhou profundamente para Mike e elogiou sinceramente:

— Você é o melhor repórter que já vi.

— Existem muitos repórteres como eu. Sempre há idealistas neste mundo — suspirou Mike.

Depois de dizer isso, ele pagou dez libras a Klein como honorários, tirou o chapéu e o acenou.

Enquanto via o repórter subir na carruagem alugada, Klein se preparava para ir em outra direção pegar transporte público. Naquele momento, Mike de repente abriu a janela e perguntou com um sorriso zombeteiro:

— Sherlock, você não conhece nenhum outro repórter além de mim, não é?

Klein ficou atônito por um momento, então riu baixinho:

— Adivinhe.

……

Fim do capítulo 392