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Lord of the Mysteries · Capítulo 175

Capítulo 175: Senhora Sharon (Segunda atualização, peço votos mensais e tickets de recomendação!)

24 de junho de 2018 · 4 min de leitura · 891 palavras

— O quê? — Toller, parecido com um urso, assustou-se. Olhou para Klein, depois para o quarto de hóspedes, e avançou com uma agilidade que não lhe era natural.

Ele puxou o pano branco que cobria o cadáver, examinou-o cuidadosamente algumas vezes e suspirou aliviado. — É melhor do que imaginei. Não é um problema tão grande.

Talvez eu devesse sacar meu revólver e acertar o Conselheiro Maynard com cinco balas de caça a demônios para ver o quão grave o problema realmente é... Klein resmungou interiormente. Apontando para a porta, perguntou: — Depois disso não tenho mais nada a ver com isso, certo?

— Não! — Toller gritou de repente. — Espere mais um momento.

— Por quê? — perguntou Klein confuso.

Toller explicou muito séria e solenemente: — Temos que prevenir acidentes. Depois de interrogar a Senhora e colher o depoimento, vou levá-lo de volta para a Rua Zouteland.

«Se Maynard, que estava morto há mais de dez horas, pôde "voltar à vida", o que mais poderia acontecer? O que eu faria se você fosse embora?», Toller acrescentou silenciosamente em sua mente.

— Tudo bem. — Klein esfregou a têmpora. — Arranje-me um quarto silencioso para descansar.

Ele tinha acabado de avançar havia um dia, seu estado era instável em muitos aspectos. Ele tinha acabado de realizar vários rituais, usar dois talismãs e levar um bom susto, então precisava meditar o mais rápido possível para eliminar os problemas.

Agora Klein era excepcionalmente cauteloso em relação a «perder o controle».

Toller colocou o pano branco de volta, visivelmente mais relaxado. — Sem problemas.

Ele levou Klein para um quarto de hóspedes perto do solário e apontou para dentro. — Inspetor Moretti, pode ficar tranquilo. Ninguém vai incomodá-lo. Vou procurar a Senhora Sharon primeiro.

Klein assentiu ligeiramente, observou o outro homem sair, fechou a porta e fechou as cortinas.

No quarto escuro e silencioso, ele caminhou lentamente até a cadeira de balanço, deitou-se confortavelmente e deixou seu corpo balançar ritmicamente para frente e para trás.

Incontáveis esferas de luz ilusórias se acumulavam em sua mente. O zumbido em seus ouvidos e a dor latejante em sua cabeça desapareceram gradualmente.

Quando seu estado se estabilizou, ele abriu os olhos e observou os móveis — a cama, o guarda-roupa — cujos contornos se delineavam na escuridão. Com a mente e o corpo em paz, começou a resumir suas tentativas anteriores: — Minhas piadas mais exageradas não receberam nenhum «feedback» por enquanto… — Talvez eu ainda não tenha realmente controlado o poder da poção do «Palhaço», e ainda existam efeitos negativos… Claro, não posso descartar a possibilidade de que esse tipo de atuação não seja muito eficaz. — Pessoalmente, não estou muito disposto a atuar como um «Palhaço», mas já que escolhi este caminho de sequência, terei que cerrar os dentes e continuar… — Na verdade, todo mundo na vida é um pouco «Palhaço» de vez em quando, então não deveria rejeitar isso tanto… — Preciso descobrir qual é o elemento central de um «Palhaço» o mais rápido possível…

Por hábito, ele quis adivinhar se a morte de Maynard envolvia fatores sobrenaturais.

Isso deve ser um risco ocupacional… Klein balançou a cabeça com um sorriso irônico, seus olhos se aprofundaram enquanto ele repetia em silêncio: «A morte de John Maynard envolve fatores sobrenaturais».

*Clang!* Deitado na cadeira de balanço, ele lançou a moeda de meio pêni, vendo seu corpo de bronze girar e brilhar na penumbra.

*Paf!* A moeda caiu exatamente na palma de Klein, com o número 1/2 para cima.

«Negação... ou seja, a morte de John Maynard não envolve fatores sobrenaturais... Parece que esse cara realmente morreu de prazer extremo... Que os mortos descansem, não vou usar um ditado chinês para zombar dele...».

*Toc, toc, toc.* Em meio às batidas lentas e rítmicas, Klein arrumou suas roupas, colocou seu boné de feltro com o distintivo policial, levantou-se da cadeira de balanço e caminhou lentamente até a porta.

Assim que sua mão direita tocou a maçaneta, uma imagem apareceu de repente em sua mente: O inspetor Toller, parecido com um urso, estava do lado de fora da porta, puxando a gola, com uma expressão de evidente irritação e impotência.

Girando a maçaneta, Klein abriu a porta sem pressa.

O inspetor Toller apareceu em seu campo de visão, ajustando a gola. — Sinto muito por tê-lo feito esperar tanto. — Já falamos com a Senhora Sharon e colhemos o depoimento. Pode voltar para a Rua Zouteland. — Realmente sinto muito por ter desperdiçado seu precioso tempo.

Klein não perguntou sobre o motivo do humor do outro. Em vez disso, ele sorriu e perguntou: — A Senhora Sharon admitiu que esteve com o Conselheiro Maynard ontem à noite?

— Sim. Ela disse que, sob o efeito de uma grande quantidade de álcool, ela e o Conselheiro Maynard não conseguiram se controlar por um momento. Quando descobriu que ele havia morrido repentinamente, ela ficou com muito medo. Depois de fazer alguns ajustes, ela fugiu do quarto e se escondeu no próprio quarto de hóspedes. Por enquanto, não temos provas suficientes para acusá-la de um crime, então tivemos que deixá-la ir, restringir um pouco sua liberdade e esperar pelos resultados da autópsia. — explicou o inspetor Toller em detalhes.

Klein inclinou ligeiramente a cabeça e sorriu com perspicácia. — Para quem o senhor está explicando isso?

Fim do capítulo 175