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Lord of the Mysteries · Capítulo 103

Capítulo 103: Aquele que segue o coração

17 de janeiro de 2020 · 5 min de leitura · 951 palavras

— Mora no 19 da Rua Howls?

Ao memorizar as informações, Klein percebeu aguçadamente um detalhe.

— Hum, a residência de Welch fica na Rua Howls, o clube de adivinhação fica na Rua Howls, e este comerciante de tecidos chamado Siris Aripis também está na Rua Howls… Dessa perspectiva, não é estranho que Welch conheça Haines Vancent; ele pode até ter sido apresentado por Siris Aripis…

De repente, Klein sentiu que as pistas se conectaram e seus pensamentos se tornaram claros.

Originalmente, ele estava cheio de dúvidas sobre por que Welch conhecia Haines Vancent, porque o filho do banqueiro não era alguém interessado em misticismo; para ele, dinheiro era mais útil do que adivinhação. Mas agora, Klein sentiu que podia inferir preliminarmente o processo de conhecimento deles:

— De acordo com descrições em várias revistas, a classe média e os ricos estão muito dispostos a visitar vizinhos do mesmo nível para formar um círculo social benéfico. Welch e o comerciante de tecidos Siris, ambos na Rua Howls, têm motivação e oportunidade para se tornarem amigos…

— Não é particularmente difícil entender que Siris conhece Haines Vancent, que frequenta o clube de adivinhação na Rua Howls. Talvez um encontro casual ou um favor tenha tornado familiares pessoas que aparecem com frequência na mesma área…

— Haines Vancent queria vender os textos antigos que possuía, então, através da introdução de Siris, procurou Welch, um estudante universitário de história…

— Nos sonhos de Haines apareceu a imagem do suposto deus maligno "Verdadeiro Criador", e ele mesmo dominava o formato correto de feitiços. Tudo isso indica que ele havia se aprofundado no campo do misticismo, e não se descarta que fosse membro de alguma organização secreta…

— Também não se descarta que ele tenha se juntado à organização secreta guiado por Siris.

Em meio a esses pensamentos, mesmo sem usar métodos de adivinhação, Klein estava quase certo de que a informação deixada pela outra parte tinha considerável credibilidade:

— Mesmo que ele não se chame Siris Aripis, não seja comerciante de tecidos e não more no número 19, ele definitivamente pertence à Rua Howls ou aos arredores!

Enquanto refletia, Klein reexaminou os registros de empréstimo da outra pessoa:

— Sua última visita à Biblioteca Deville foi no sábado passado, no dia anterior ao jantar de aniversário de Selina, que também foi o dia anterior à morte de Haines Vancent. Já se passaram vários dias e ele ainda não devolveu as revistas que pegou emprestadas.

— De acordo com os registros anteriores, quando ele pegava apenas duas revistas, geralmente voltava no dia seguinte.

— Isso significa que Siris soube da morte de Haines, ficou assustado e não se atreve a voltar à Biblioteca Deville?

— Bem, no início ele pegou muitos livros e revistas de história não relacionados, e depois gradualmente esclareceu seus objetivos, que coincidiam em grande parte com os que eu havia pegado…

— Isso mostra que ele não tinha orientação, nenhum professor associado sênior de história de universidade para consultar, e dependia inteiramente de sua própria exploração.

— O que um alvo assustado normalmente faria? Duas opções: uma, se a informação estiver basicamente completa, ele iria direto para o pico principal das Montanhas Hornacis; duas, se as principais condições ainda estiverem faltando, ele primeiro se esconderia, esperaria para ver como o vento sopra e, depois de confirmar que a morte de Haines não pode implicá-lo, reapareceria.

Com esse pensamento, Klein fechou o registro de empréstimos, devolveu-o aos bibliotecários e pegou um retrato, perguntando se eles tinham visto o alvo. Infelizmente, havia muitos frequentadores diariamente e os bibliotecários tinham dificuldade em lembrar de pessoas sem características marcantes.

— Tudo bem, desculpe pelo incômodo. — Klein guardou sua identificação e distintivo.

Ele não tinha intenção de investigar sozinho; não era apenas perigoso, mas também complicado. Ele planejava ir novamente à Rua Zouteland, entregar os assuntos subsequentes ao capitão e aos companheiros de equipe, e depois ir para casa fazer sopa de rabo de boi com tomate para seu irmão e irmã, enquanto aproveitava o espaço misterioso acima da névoa cinzenta para adivinhar o status e o paradeiro do alvo.

— Oficial, não há mais nada? — perguntou aliviado e sincero um bibliotecário.

Klein assentiu ligeiramente:

— Não há mais nada. Se aparecerem novas pistas, voltarei.

Ele segurou sua bengala preta com incrustações de prata e caminhou rapidamente em direção à porta.

Naquele momento, ele viu um homem com um terno preto de abotoadura dupla e gola levantada entrar com a cabeça baixa.

No instante em que se cruzaram, Klein vislumbrou suas sobrancelhas grossas e desgrenhadas e vislumbrou um par de olhos cinza-azulados!

Eram partes que a gola alta não conseguia esconder!

Siris? Siris Aripis? Que coincidência? Klein ficou atônito. Ele não esperava encontrar o alvo diretamente!

Que sorte!

Isso não é coincidência demais?

Ele avaliou sua condição, sentiu a dor em seus músculos e fingiu que nada havia acontecido enquanto continuava em direção à porta.

Hum, uma pessoa deve seguir os desejos de seu coração; estabilidade em primeiro lugar!

Desde que Siris não tenha saído de Tingen, esse descuido é irrelevante!

Nesse momento, o homem no terno preto de abotoadura dupla se aproximou do balcão e entregou as revistas que segurava a um dos bibliotecários.

— Devolução. — disse em voz baixa e abafada.

O bibliotecário pegou as revistas distraidamente, olhou para elas e de repente congelou.

Instintivamente, ele levantou os olhos para o homem, e seu corpo começou a tremer incontrolavelmente.

— Há algum problema? — perguntou o homem de gola alta em voz baixa.

Suas palavras foram como uma faísca que acendeu um barril de pólvora, fazendo o bibliotecário perder o controle instantaneamente. Enquanto corria para o lado, gritou alto:

— Oficial!

Fim do capítulo 103